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segunda-feira, 15 de abril de 2019

A Menina Sugere Isto XXXIX

Wook.pt - Sabrina

Sabrina é o título de uma novela gráfica que reflecte em boa medida os tempos loucos que vivemos. Nesta história de Nick Drnaso, uma rapariga desaparece e, ao contrário do que poderíamos esperar, o leitor não encontra a busca por essa personagem, mas sim as repercussões que o desaparecimento teve na vida de quem a rodeava, sobretudo a irmã, o namorado e um amigo dele. Não é que não importe saber o que aconteceu a Sabrina: interessa-nos e sabê-lo-emos a seu tempo, contudo, mais do que a história de quem desaparece, nesta novela gráfica destaca-se a história dos que ficam e que, além da dor, têm de lidar com os outros e com um mundo onde as teorias se espalham muito rapidamente, sem ter em conta sentimentos alheios ou o respeito pelo próximo.

Aquilo a que frequentemente assistimos na nossa vida quando abrimos o Facebook e encontramos as mais disparatadas teorias e opiniões sobre determinados acontecimentos (lembrar-me-ei sempre da opinião de uma senhora que considerava culpada a mãe do menino espanhol que caiu num buraco no início deste ano apenas porque... nunca a viu chorar) está neste livro. E o que é curioso é que, ao lê-lo, me senti minúscula: o que sou, o que somos estava ali. Uma personagem desaparece e o mundo dos que faziam parte da sua vida fica de pernas para o ar. Porém, esse medo e essa dor são completamente estraçalhados pela opinião pública e pelas muitas teorias da conspiração veiculadas através de redes sociais, da rádio e de outros meios de comunicação. Todos têm uma explicação para o que aconteceu a Sabrina, todos conseguem explicar o que lhe aconteceu REALMENTE, mesmo quando já existe uma resposta verdadeira e comprovada. Ainda assim, as pessoas continuam a sentir-se livres para emitirem opiniões cruéis, infundadas, acusatórias e profundamente dolorosas para os familiares da personagem desaparecida. Pouco importa o sofrimento deles, não interessa se vão magoá-los ainda mais. O que as pessoas querem é fazer-se ouvir, mostrar que pensaram sobre o assunto e que vêem mais longe do que os outros, dar a entender que não se deixam enganar por nada nem ninguém. 

Sabrina desaparece. E, de facto, após as primeiras páginas Sabrina desaparece mesmo do livro. Saberemos o que lhe aconteceu, mas não a voltaremos encontrar como nas primeiras vinhetas, sendo uma rapariga com uma vida normal e pessoas que a amam. Para o autor, mais importante do que a história de um desaparecimento é a história dos que ficam e têm de lidar com os destroços. Com a angústia de não saber o que aconteceu e com a dor de lidar com aquilo que entretanto sabem ter acontecido. E mais: que têm de saber lidar com as teorias de quem não conheceu nenhum dos intervenientes, mas que mesmo assim não tem qualquer pudor em levantar dedos acusadores, transformando em menos que miseráveis as vidas de familiares e amigos da vítima. Tudo isto é tão real, tão próprio dos nossos tempos que terminamos a leitura boquiabertos com a pertinência da história. Mas, sobretudo, fechamos o livro embaraçados com as opiniões escusadas que já emitimos; com os dedos que também já apontámos e que aumentaram em muito uma dor que já existia; com as teorias da conspiração que desenvolvemos e com o orgulho que sentimos por considerarmos que nós é que sabíamos a verdade e que ninguém era capaz de nos enganar. Terminamos a leitura com a sensação de que a vida agora, infelizmente, também é aquilo. Mas também é um passeio de bicicleta pelo campo. E também é a amizade. No fundo, este livro, mostrando o ser humano como ele é, tem muitas coisas dentro de si. Eu diria ser quase um livro sem fim de tanto que é capaz de nos fazer pensar sobre o que somos para os outros (e mesmo para nós mesmos). Quem o lê como deve ser tem de sentir-se levado a pensar sobre o modo como lidamos com os outros e com a sua dor. Se não o fizer, não leu verdadeiramente esta novela gráfica.

Os desenhos de Nick Drnaso são de uma simplicidade comovente. No fundo, mais do que a perfeição dos bonecos, importam-nos a história, as personagens, o que com elas se passa. Ainda assim, existem detalhes que saltam à vista. Os facto de tudo ser tão simples, tão limpo evidencia precisamente qualquer aspecto mais incomum. Portanto, podemos dizer que texto e desenho se complementam muito bem e que a simplicidade do traço serve perfeitamente o objectivo do autor que, note-se, é um jovem de trinta anos com uma sensibilidade incrível, como o livro demonstra bem.

Por tudo isto e pelo muito que poderíamos dizer sobre esta novela gráfica, aconselho-vos vivamente este livro. Lê-se num instante e não nos deixa indiferentes. Leva-nos a um mundo que, sendo o de Sabrina, é, afinal, o nosso. A boa literatura é isto mesmo e é sempre tão bom encontrá-la. Sabrina foi uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos e, portanto, achei que devia partilhar este título convosco. Espero que gostem tanto como eu.

Nota: A imagem da capa saiu da página da Wook.

sexta-feira, 22 de março de 2019

A Menina Sugere Isto XXXVIII

O jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, também escritor, lançou-se num novo projecto, desta vez na música. Xave é o seu nome e o primeiro disco foi hoje posto à venda. Todavia, duas das músicas estão já no YouTube e podemos ouvi-las. É um doce para depois querermos conhecer as outras. 

Fiquei curiosa com esta ideia desde que foi apresentada na televisão. Os excertos de canções do álbum pareceram-me interessantes. Agora aproveitei para ir ouvir as duas músicas disponibilizadas no YouTube e, honestamente, parece-me que as composições e letras do Rodrigo Guedes de Carvalho e a voz da Isabelinha estão de parabéns. Convido-vos a conhecerem estas canções e depois, quem sabe, a comprarem o álbum. Se for tão bom como esta pequena amostra, já estamos muito bem. Parece-me que a música portuguesa sai hoje a ganhar.



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A Menina Sugere Isto XXXVII

Aqui a menina é a rainha da pele seca. Mas também é a rainha do «odeio besuntar-me em cremes, prefiro transformar-me numa folha de papel do que sentir-me coberta de coisas viscosas». A menina é uma drama queen, como podem perceber.

Ora, perante tal problema, surgiu inesperadamente uma solução: um óleo da Boticário. O Óleo Hidratante de Quinoa & Argan da linha Nativa SPA é das melhores coisinhas que já me passou pelas mãos. Quando estou no banho, depois de passar e de enxaguar o meu óleo lavante de uma marca caríssima para peles desgraçadas como a minha, passo este óleo da Boticário e massajo um bocadinho a pele. Depois é só dar a última chuveirada e sentir o ronronar de uma pele satisfeita e que não precisa de cremes. E o cheirinho do óleo? Gentes, dá vontade de bebê-lo (o que não é nada aconselhável). O perfume é divinal e a acção é imediata: a pele fica logo mais macia e o efeito perdura no tempo. Melhor ainda: não fica pegajosa. Fofa, mas sem colar. É genial!



Na realidade, existem três óleos de quinoa nesta linha da Boticário e, segundo o que me foi dito, o mais adequado para a minha pele nem sequer é este, mas sim o de quinoa e amêndoas para peles secas a necessitarem de hidratação urgente. Mas, como o que me chegou às mãos foi este que trata das estrias (que, felizmente, não tenho), vou utilizando o que tenho e, quando acabar, chego-me ao outro. Se este que não é o mais adequado para o meu problema já me deixa a pele que é uma maravilha, então imagino como me sentirei ao utilizar o outro.

Assim sendo, a menina sugere MUITO isto. Ando ultimamente a experimentar mais coisas da Boticário porque conheci alguém que vende os produtos por catálogo e que me vai indicando o que é melhor para mim (aliás, faz o trabalho muito a sério: não há nada que não saiba sobre os produtos da marca e não perde uma formação sobre eles de modo a atender melhor as necessidades das clientes). E com isto estou a ficar fã da marca: não fazia ideia de que tinha tantas coisas nem de que fosse tão boa. Tem sido uma agradável surpresa. Para já para já, sugiro este óleo. Contudo, cheira-me que não ficarei por aqui.

Nota: A imagem do produto foi retirada da página da Boticário.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A Menina Sugere Isto XXXVI

Já aqui falei da água micelar da Bioderma, mas hoje vou referi-la novamente devido aos novos frascos de 100 ml ideais para levar em viagens. Não os conhecia (pelo menos na farmácia a que costumo ir não é hábito haver estes tamanhos pequeninos), mas vão dar um jeitão. Já trouxe um Sensibio (tampa rosa) com os pontos do Cartão das Saúda e hoje, para completar trinta euros em compras e conseguir um vale de dez euros para a próxima compra, trouxe um Hidrabio (tampa azul). São óptimos para desmaquilhar e deixam a pele do rosto bem fresquinha. Tenho usado o da tampa rosa, mas, brevemente, quando acabar o frasco, vou experimentar o outro que, além de limpar, hidrata. Normalmente, nas férias, levo toalhitas porque são mais práticas para transportar, mas desta vez vou levar a água micelar nestes frasquinhos pequenitos. Além de que, quando a acabar, posso sempre reencher os frascos e utilizá-los outras vezes. 



sábado, 20 de janeiro de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

A Menina Sugere Isto XXXIV

Os meus gatos têm tantos, mas tantos brinquedos. E, como gatos que são, geralmente preferem aquilo que não custa dinheiro, como as caixas das encomendas ou as rolhas das garrafas... Mas nós insistimos e no Natal lá vem uma prenda para eles. Há anos em que é maior e outros em que é pequena como umas latitas de atum.

Neste Natal, precisámos de fazer uma encomenda de ração e de saquetas à Zooplus. Por isso, aproveitei para escolher o presentito deles. Com a ração do Senhor Gato veio gratuitamente um circuito da Royal Canin a que eles não ligaram um caracol (ainda bem que não custou dinheiro). Contudo, eu já andava de olho num túnel e sempre achei que devia ser brinquedo de que deviam gostar. Felizmente, não me enganei. Escolhemos este, que até estava (e está) em promoção.

(Retirei a foto do sítio da Zooplus, pelo que o gato esparramado não é meu.)

Desde que o receberam tem sido a loucura: dormem dentro do túnel, perseguem-se pelo seu interior, passam tardes ou noites inteiras na almofada externa, atacam com veemência os penduricalhos com guizos que estão em cada uma das extremidades do túnel... Enfim, têm dado uso ao presente, que é coisa que geralmente não acontece, ou que sucede durante um par de minutos até ficarem perdidos de amores por um guardanapo que cai ou por uma bola de Natal roubada. 

O túnel é feito num tecido fofinho e quentinho, o que ajuda a explicar as valentes sestas que nele fazem. Limpa-se facilmente o pelo caído passando uma luva (daquelas da louça ou de latex) na superfície do túnel. O diâmetro também é porreiro para gatinhos grandes como o meu. Foi, portanto, um presente bem escolhido e os felinos estão delirantes com o novo refúgio que lhes arranjámos.

Se procurarem alguma coisa para oferecerem aos vossos bichanos, aconselho-vos isto. Um arranhador vertical também é uma boa escolha, mas já têm e passam mais tempo sem pôr lá as patas do que a usá-lo. Acho mesmo que o maior sucesso de sempre foi mesmo este. Se nunca compraram na Zooplus, experimentem porque compensa. Apesar de em tempos terem trabalhado com uma distribuidora que era boa para trazer a morte, agora penso que as coisas funcionam melhor. Claro que podem sempre procurar outros brinquedos do género noutras lojas de animais que conheçam. O que importa mesmo é que os gatinhos gostem e que se divirtam. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Menina Sugere Isto XXXIII

Ando há alguns dias para sugerir-vos isto, mas como sou muito despassarada, sempre que chego ao computador acho que não tenho nada para dizer e acabo por ir-me embora. É sempre assim: grandes ideias que me ocorrem quando vou a andar pela rua, mas um arbusto seco a passar-me na mente quando tenho de escrever. Mas adiante.

Disse-vos aqui várias vezes que dormia muito, muito mal. Que durante alguns anos o meu sono foi péssimo, que acordava a meio da noite e não conseguia dormir mais e que, além disso, as minhas poucas horas de sono não eram de verdadeiro descanso. Foram tempos terríveis, confesso. Sempre achei que dormir era um desperdício de tempo, até que de facto percebi da pior maneira que não dormir nos arruina. Felizmente, isso parece ter ficado para trás e agora durmo bem. Além de ter eliminado quase todo o stress e ansiedade que tinha (a única que ficou deve-se à incerteza relativamente ao futuro), mudámos de colchão e de almofadas. Ambos os factores, depois de resolvidos, melhoraram e muito as minhas noites. O nosso colchão antigo era do IKEA e aprendemos da pior maneira que aquela não é a melhor loja para adquirir colchões. Essa parte ficou resolvida. Mas o moço achou que devíamos trocar também de almofadas e... foi das melhores decisões que já tomámos.

Tanto o colchão quanto as almofadas foram comprados na ColchãoNet, na loja do Colombo. A funcionária foi amorosa, tirou-nos as dúvidas todas e usou a grande experiência que tem para nos aconselhar. Experimentámos colchões e faziamo-lo com almofadas. Daí a experimentarmos diferentes almofadas foi um passo. E depois apaixonámo-nos seriamente por umas almofadas que parecem uns feijões e que são tão, mas tão confortáveis que parece mentira. O modelo Sonata, da Tempur, é fabuloso. Confere estabilidade e é perfeito para quem dorme de lado. Aliás: ela suporta muito bem a nossa cabeça e a nossa coluna em qualquer posição. A almofada é esta:


A Tempur tem ainda outras almofadas ergonómicas. Tem uma perfeita para quem gosta de ler na cama. Ainda a experimentei, mas preferi esta. Podem consultar as suas características aqui, na página da marca, de onde retirei a fotografia. Podem ainda ver outros modelos. Estive muito indecisa entre este e outro de formato tradicional, mas não me arrependo de ter escolhido o «feijãozinho».

Portanto, já sabem: se tiverem noites más como eu tinha, eliminem da vossa vida o que é tóxico (não é fácil, mas pronto) e arranjem um «feijãozinho». Os sonhos melhoram consideravelmente.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O demónio e os livros ou A Menina Sugere Isto XXXII

Falei-vos há uns dias do demónio que se mudou cá para casa. Pois bem, o dito bicho tem um belíssimo e muito útil suporte para livros ou para tablets, de modo a podermos ver séries ou ler enquanto pedalamos.

Livros em papel não coloco lá porque não tenho paciência para virar as páginas quando a única coisa que quero é cair para o lado acabar o raio do programa seleccionado rapidamente. Mas o Kindle tem cumprido lindamente a sua função. E tendo luz no ecrã até posso estar com o quarto quase às escuras que leio na mesma. É maravilhoso.

Com isto tudo, li dois livros desde que o demónio se mudou cá para casa. Ambos de literatura infanto-juvenil, mas de duas colecções de que gosto bastante e que são para lá de conhecidas: Crónicas de Nárnia e Manolito Gafotas. Da primeira li o segundo volume, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, e da segunda colecção li o quarto livro, intitulado Trapos Sucios. Este tipo de literatura é óptimo para o contexto de leitura de que falo. Enquanto suamos as estopinhas, apetece qualquer coisa que nos agarre sem exigir muito do cérebro, que está concentrado em maldizer a vida realizar o exercício.

Ambas as colecções são muito boas, ainda que completamente distintas. Das Crónicas de Nárnia penso que nem seja preciso falar muito. C. S. Lewis é o autor e os vários volumes desta colecção de literatura infanto-juvenil / fantasia mostram ao leitor dois mundos: aquele de que partem as personagens e que corresponde à vida de todos os dias e o de Nárnia, um mundo completamente diferente, com tudo para ser perfeito, mas frequentemente ameaçado por forças malignas. Este segundo volume é o mais conhecido de todos, até pelas adaptações cinematográficas a que teve direito. Curiosamente gostei mais do primeiro, talvez pelo facto de o enredo ser, para mim, totalmente desconhecido e também por haver uma intrusão da magia no primeiro mundo, no da realidade que conhecemos. São livros bons para oferecer aos nossos miúdos, até por se tratarem de clássicos. É claro que há lá aspectos que são próprios da época da escrita (como os meninos receberem espadas para batalhar a torto e a direito e as meninas só poderem lutar em casos muitíssimo excepcionais, coisa para deixar os fanáticos pela igualdade de cabelos em pé), mas a literatura tem de ter a marca do tempo em que foi criada. Quem não gosta não lê e não chateia. Aos que sobrevivem a estas coisinhas que andam a secar o cérebro de quem tem pouco para fazer, fica a informação de que os sete livros estão publicados pela Presença.


Já para os livros que contam as aventuras de Manolito Gafotas é que não encontrei tradução em Português. Mas, a menos que sejam crianças que não sabem espanhol, lê-los-ão muitíssimo bem na língua original. Manolito Gafotas é uma das personagens literárias mais conhecidas do país vizinho. Elvira Lindo é a autora, mas o narrador é Manolito, uma criança dada aos azares, com uma família perfeitamente normal (dentro da anormalidade) de um bairro de Madrid: Carabanchel Alto. O que este miúdo nos vai contando são as trapalhadas que lhe acontecem, mas fá-lo de tal forma que é impossível não acabar à gargalhada. Desde o irmão pequenino que só é conhecido como «Imbécil» e que apenas fala na terceira pessoa («El nene quiere con Manolito!»), passando pela mãe que tem a mão pesada e não se coíbe de espalhar palmadas a torto e a direito cada vez que há disparate e chegando ao avô que é um excelente companheiro de Manolito, mas que não tem problemas nenhuns em embaraçar a família com os seus «pasodobles», tudo tem graça. Talvez vá dizer uma heresia, mas estes livros lembram-me os primeiros volumes dos diários de Adrian Mole. Embora os livros de Elvira Lindo não sejam diários, mas mais as memórias (o que de si já tem graça) de um garoto espanhol de uma família de classe média-baixa, a inocência com que algumas situações são descritas, o tom coloquial utilizado, as expressões tão engraçadas e tão próximas da oralidade recordam algumas das personagens que conhecemos com Adrian Mole. Manolito faz disparates imensos sem ter consciência deles (as palmadas da mãe acabam por mostrar-lhe o que fez), porém, noutras ocasiões é simplesmente levado para situações risíveis e os seus comentários ao que lhe acontece, o modo como interpreta as suas vivências são absolutamente deliciosos. São livros viciantes. Ao estilo Menino Nicolau, estão divinamente ilustrados e é impossível largá-los. Eu terminei o quarto volume enquanto pedalava no demónio e estou a segurar-me para não me atirar aos volumes que me falta ler.


Nota: A quem também choque muito a mãe do Manolito distribuir sopapos quando ele faz disparate, talvez seja melhor não ler esta colecção. A essas pessoas aconselho... sei lá... olharem para uma parede branca durante todo o dia. Só assim vão garantir que não toparão na literatura com coisas que podem ser entendidas como violência infantil, discriminação racial / sexual / ________ (preencham com o que quiserem), palavras desadequadas a mentes tão puras quanto uma parede branca e outras porcarias que só chocam quem quer ser chocado.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Em busca de lugar na estante IV

Andei mais caladinha nos últimos dias porque não estive por cá. Estivemos em Madrid para uma semaninha de férias com muitas tapas à mistura. Mas Madrid não seria Madrid se a mala não regressasse a tocar os limites de peso permitidos pela TAP, bem cheia de livros e de Quixotes que por lá abundam. Desta vez até o meu moço trouxe uns livros, pois está decidido a desenferrujar o seu espanhol. O meu está bom e por isso mesmo aproveitou certas oportunidades para ter livros que por cá não se encontram ou que são mais baratos por lá. Alguns, que não estão na foto, sobretudo edições do Quixote, já estão arrumadinhos nas respectivas prateleiras. Estes ainda estão aqui ao meu lado a aguardar a entrada na lista e a posterior arrumação. Por enquanto ainda estou na fase de namorá-los muito.

Há muitas coisas de que gosto em Madrid. Duas delas consistem no facto de ser aqui ao lado e de não ser uma cidade muito cara. Por isso dá para trazer estes livrinhos e outras tralhas que quase fazem desta casa um museu espanhol. Os livros de bolso que por lá se editam são de uma qualidade que, infelizmente, nós por cá não conhecemos em edições portuguesas. Torna-se absolutamente indiferente comprar a edição normal ou a sua versão de bolso porque esta última, muito mais pequena e barata, tem praticamente a mesma qualidade que a primeira. Por isso é de aproveitar. Isso e a possibilidade de aceder a títulos que ainda não chegaram a Portugal e que se calhar nem chegarão. Assim, a entrada nas livrarias da capital espanhola torna-se uma tentação e é precisa muita força de vontade para resistir. Como no Verão passado também estivemos em Madrid, e apesar de a mala ter vindo cheia de livros, alguns ficaram debaixo de olho para quando regressássemos. Vieram este ano. Outros ficaram na lista para uma futura escapadela. Podia ir cem vezes a Madrid que conseguiria sempre arranjar com o que encher os meus dias e as malas.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Menina Sugere Isto XXXI

Não sei se também já notaram, mas o sol está mais agressivo este ano. Ainda nem estávamos no verão e já se sentia e muito o calor a queimar-nos a pele. E este ano, também com uma ajuda da Feira do Livro, que visitei quase sempre após a hora do almoço, apercebi-me de que o sol estava tão forte que, no final do dia, sentia os lábios escaldados. Nunca tal me aconteceu a não ser em idas à praia. Nunca tinha sentido isto só por andar na rua, mas não deixei o assunto passar em branco e, depois de alguns dias a perceber que o ardor nos lábios só começava depois de andar na rua ao sol, achei por bem passar pela farmácia e tratar de me prevenir para não voltar a acontecer.

Pedi batons solares e dei três marcas possíveis, por serem as minhas favoritas: La Roche Posay, Bioderma e Avéne. Acabei por trazer o batom solar com factor 50+ da La Roche Posay. Já é deles o meu creme hidratante (receitado pelo dermatologista), o óleo de banho e o champô. A experiência tem sido muito positiva, por isso, sendo o batom um tiro no escuro e entre três marcas possíveis, acabei por trazer este:

O meu único receio era o de ficar com os lábios brancos depois de o aplicar. Já tive vários batons solares que usei na praia ao longo dos anos e muitas experiências extravagantes que incluiam ficar com a boca toda branca e sentir o sabor do batom durante todo o dia. Após alguns dias a usar o da imagem posso assegurar-vos de que nada mais acontece além de um ligeiro brilho nos lábios. Nada de bocas brancas, o que é óptimo. Ando com ele na carteira e vou recolocando sempre que vou sair para o sol. Não voltei a sentir mais a sensação de pele queimada nos lábios, o que me leva a crer que está mesmo a cumprir a sua missão.

O preço é simpático: anda ali pelos 7.50€, sensivelmente. Além de que não me parece um artigo que se gaste facilmente. Por isso, sugiro-vo-lo. Não sei se são sensíveis ao sol como eu, criatura de pele branquinha e com uma pele danada, mas sejam ou não, prevenir é algo que todos devemos fazer. E convenhamos que passar um batom pelos lábios é coisa que não atrapalha assim tanto para que não o façamos. O Senhor Trump bem parece ter dúvidas, mas a verdade é que o sol está a mandar-nos os seus raiozinhos com toda a pompa possível e já nada os trava. É, por isso, importante dar uma ajudinha ao corpo. E enquanto essa ajuda só andar pela casa dos sete euros e uns retoques nos lábios de vez em quando estamos nós bem. Já sabem: se precisarem de um batom que não vos deixe a parecer que andaram a beijar uma lata de tinta branca, este é um bom investimento. 

Nota: Antes que pensem que a marca La Roche Posay me paga para isto, afirmo-vos já que nem sonham que eu existo e que lhes compro os produtos. O que acontece é que tenho vindo a ficar cada vez mais agradada com a marca e com o bem que faz à pele. Especialmente à minha, que é picuinhas como tudo. E como quando gosto, gosto muito, acho que só me fica bem partilhá-lo convosco. De resto, lá saberão se aceitam as minhas sugestões ou não. Até podem mandar outras, que eu também aceito.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A Menina Sugere Isto XXX


Gosto muito da marca La Roche Posay. Passei a conhecê-la quando o meu dermatologista me receitou um creme hidratante para melhorar as irregularidades na pele. Hidrata que é uma coisa parva, mas eu é que não tenho muita paciência para me untar nele. O problema é meu, que saio a perder.

Depois, a conselho da minha farmacêutica, comecei a usar o Óleo Lavante Lipikar em vez do comum gel de banho e a minha pele notou bem a diferença. Ainda que continue seca, já não parece que estou constantemente a escamar. Sinto-me muito mais confortável e vale bem a pena o investimento.

Agora comecei também, depois das duas experiências bem sucedidas com o creme e o óleo lavante, a usar o champô da La Roche Posay que podem ver na imagem, o Kerium, entendido pela marca como um champô-gel fisiológico. Não tem parabenos e para mim, que sofria com os champôs normais (ultimamente usava o Ultra Suave), tem um benefício maravilhoso: diminui a irritação e a comichão no couro cabeludo. Além disso, o cabelo fica com bom aspecto na mesma. Faço, então, uma pausa nos típicos champôs que compramos nos hipermercados e que, por algum motivo, me deixavam o couro cabeludo irritado.

Sugiro-vos que experimentem o óleo lavante e o champô. Para quem dá prioridade aos cheirinhos, então ficam já avisados de que estes produtos não são cheirosinhos como os que por aí encontramos. Ou não têm cheiro ou têm muito pouco. Mas são bons e fazem bem à nossa pele. Aparentemente podem parecer caros, mas duram bastante tempo porque com pouca quantidade de produto conseguimos tomar duche ou lavar o cabelo. Se comprarem nas Farmácias e tiverem o Cartão das Farmácias, vão conseguir juntar pontos com estes produtos. Devem também estar atentos porque de tempos a tempos as farmácias fazem promoções nos produtos da La Roche Posay. Se comprarem na Well’s, lembrem-se de usar o cartão Continente e os vales de desconto que mensalmente recebem. Mas não deixem de experimentar porque se eu, a rainha da pele esquisita, estou satisfeita, como ficarão então os comuns mortais?!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A Menina Sugere Isto XXIX


Tenho andado meio desaparecida do blogue (muitas celebrações: ele é o campeonato, ele é a Eurovisão, eles são os doze anos de namoro...), mas as leituras não param. 

Nos últimos dias, tenho lido as aventuras do celebérrimo Manolito Gafotas, muitíssimo conhecido e adorado pelos nuestros hermanos. Lembro-me de na cadeira de Espanhol, durante a Licenciatura, o professor nos dar um excerto do primeiro volume da colecção. Foi o suficiente para nunca mais me esquecer da existência do Manolito e do significado da palavra "gafas". Mas, mesmo assim, nunca me tinha dedicado realmente às aventuras deste pequeno. 

Agora que comecei a lê-las digo-vos que são tão viciantes que só hoje e em poucas horas li todo o segundo volume. Agora vou ver se faço uma pausa para não acabar os livros e ficar sem nada (embora sejam oito no total). 

Manolito Gafotas é uma criança nascida pela mesma altura que eu, mas em Madrid. Vive em Carabanchel Alto e é prodigioso a fazer disparates. Conta-os nos seus livros com uma ironia e um sarcasmo inigualáveis. O humor desta personagem que viveu uma daquelas infâncias que nos provocam saudades chega para arrancar sorrisos e até gargalhadas. Tem um irmão pequeno que só trata por "imbécil" e que tem um problema de ranhos. Tem uma mãe com a mão pesada e um avô adorável. O Manolito (e os disparates em que se mete) poderíamos ser todos nós, especialmente os que cresceram e frequentaram a escola nos anos noventa e com a liberdade que ainda existia para bricarmos na rua com os nossos amigos ou para irmos sozinhos às suas casas. 

E se isto não chegar para convencer-vos, digo-vos que estes livros, ou melhor, que esta colecção venceu o Prémio Nacional de Literatura Juvenil, o que sempre pode querer dizer alguma coisa. Também o ilustrador recebeu, pelo conjunto da sua obra, o Prémio Nacional de Ilustração. Por tudo isto, porque são bons livros de literatura infanto-juvenil e porque ler livros  escritos originalmente para os mais jovens só nos faz bem, a menina sugere isto. Todos nós já fomos (ou ainda somos) um pouco Manolitos. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Menina Sugere Isto XXVIII


Para quem gosta, saiu um novo número da Edição Especial História da National Geographic. Já tenho a minha revista e vou lançar-me a ela esta tarde.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A Menina Sugere Isto XXVII


Esta série começou em Abril no canal National Geographic. Passa semanalmente às quintas-feiras pelas 23 horas.

Pelo que percebi, outros génios serão protagonistas da série, mas por enquanto os episódios, que serão dez, ocupam-se concretamente de Einstein. Assistimos à sua juventude, às suas relações familiares, aos seus estudos, às suas descobertas, ao ambiente em que viveu, inclusivamente às perseguições nazis, enfim, a tudo. Não é um documentário, mas sim uma série baseada numa biografia sobre este cientista. Assim, acedemos a fases da vida de Einstein de que não se fala de costume. Tendemos, com os grandes génios, a olhar apenas para os momentos em que estes homens e mulheres fizeram as suas descobertas e ignoramos o caminho trilhado até aí. A família, o ambiente, os estudos, as relações pessoais também têm uma influência determinante no que lhes sucede.

É, pois, uma série muitíssimo interessante que revela pormenores que tendemos a não conhecer. Verificamos aliás que sobre estes génios, é mais aquilo que desconhecemos do que o pouco que sabemos. Conhecer outros momentos mais particulares e que usualmente não são aqueles que se divulgam ajuda a compreender a pessoa, tal como a vida de um escritor ajuda, em certa medida, a compreender a sua obra. Além disso, é uma série dinâmica, que não aborrece, com cenários e momentos muito bem pensados. Interessa também para conhecermos outros nomes importantes com quem Einstein privou e que, de alguma forma, foram ofuscados por ele e pelas suas descobertas. Vale muito a pena ver esta série e, por isso, a menina sugere isto.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Menina Sugere Isto XXVI

Agora peguei a sugerir coisas e já não paro. Hoje é uma coisa doce que adoro e que, dentro do género, é aquela que me aquece o coração:


Não sei se já tiveram oportunidade de provar as compotas da marca Casa da Prisca, mas se ainda não o fizeram, façam-no e comecem pela de pêssego. É só a melhor do mundo (para mim, claro)! Confesso que não sou nada adepta deste tipo de produtos, mas gosto muito deste para acompanhar queijo. Uma tosta com queijo e um pouco desta compota é assim mais ou menos como ir ao céu e voltar (mas só quando a tosta acaba). Não provei muitos outros sabores porque sou uma criatura fiel e quando gosto, gosto tanto que não troco por mais nada. Aconteceu com este doce e acho que vou ser-lhe fiel, amá-lo e respeitá-lo por todos os dias da minha vida. Note-se que esta compota tem pequenos cubos de pêssego que a tornam ainda mais maravilhosa. Ponham-na em cima de uma fatia de queijo e delirem. Estou a considerar comprar uma palete de frascos destes e hibernar com eles cá em casa.

Senhores da Casa da Prisca, tomei a liberdade de tirar esta foto da vossa página online. Desculpem-me o atrevimento, mas acho que é por uma boa causa. E já agora: longa vida ao vosso doce de pêssego que é ultra BOM!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Menina Sugere Isto XXV

Já teci inúmeros elogios às séries da TVE. Comecei a adorá-las com a série Isabel, depois viciei-me  irremediavelmente em Cuéntame, depois em Carlos, Rey Emperador e agora que comecei a ver Ministerio del Tiempo... o vício continuou. Esta última é a série que venho sugerir-vos.

Estão a ver aqueles dias de inverno em que não apetece fazer nada, pensar em nada, ver apenas qualquer coisa que nos entretenha do início ao fim? Pois bem, Ministerio del Tiempo é a série ideal para isso. E se, juntando a isto tudo, gostarem de História então é perfeito!

O enredo é este: Espanha tem um segredo de Estado que consiste na existência do Ministério do Tempo. Este Ministério tem a seu cargo uma série de portas que permitem viajar até ao passado. Mas não pensem que a ideia é andar a saltitar cá e lá só porque se pode. As portas existem, mas são para ser utilizadas quando de alguma maneira alguém está, no passado, a tentar alterar o presente. Para controlar isto tudo, o Ministério recruta pessoal nas várias épocas para estar atento a estas tentativas e, quando de facto se verifica que alguém está prestes a mexer nos fios da História de modo a alterá-la e, assim, modificar o presente, uma outra equipa ministerial é enviada à época histórica em questão.

A equipa enviada é geralmente composta por dois homens e uma mulher. Um dos homens foi recrutado na nossa época depois de, basicamente, perder tudo o que lhe importava na vida; o outro é uma espécie de Capitão Alatriste, recrutado no Século de Ouro espanhol e quando estava prestes a ser enforcado; a mulher foi convidada a trabalhar para o Ministério do Tempo no século XIX, depois de ser uma das primeiras mulheres a frequentar a universidade em Espanha. À excepção do primeiro, que sendo da nossa época até pode ir de metro para casa, os outros vão dormir à sua época, mas depois “pegam ao serviço” na nossa e esperam por novas ocorrências e para ver para onde serão enviados dessa vez.

Já vi três episódios. No primeiro, uns tipos das tropas de Napoleão foram avisados de uma porta para o futuro, vieram cá saber como tinha acabado a campanha napoleónica em Espanha para depois regressarem ao seu tempo e tentarem alterar a História; no segundo é toda a obra de Lope de Vega que está em perigo se ele embarcar num navio da Invencível Armada que não aquele em que de facto viajou; no terceiro são os Nazis que vão tentar alterar o rumo dos acontecimentos, recorrendo a uma porta que existiria em Barcelona. 

Uma coisa que a série tem, além da componente de entretenimento que é inegável, é um sentido de humor brilhante. Quando um dos funcionários do Ministério diz à sua colega do século XIX (mas  que está bastante embeiçada por Lope de Vega quando viaja ao século XVI), que se ela engravidar gostará de a ver dizer que o pai da criança é Lope de Vega, explicando-lhe que se for na época dela a encerram num convento e que na dele (nossa) num manicómio, julguei qe caía da cama de tanto rir. Imaginei chegar agora aqui alguém a dizer que está grávida do nosso Camões. Era bonito.

Por isso, meus caros, já sabem que as séries da TVE não desiludem e o melhor é que estão completinhas online. Ainda ajuda a treinar o espanhol! Podem encontrar a série aqui. Divirtam-se!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Menina Sugere Isto XXIV

Hoje comemora-se o Dia da Biblioteca. Para assinalar a data, a Biblioteca Nacional de Espanha volta a dar a conhecer um documentário feito em 2011 sobre o funcionamento desta belíssima casa do saber espanhola. É um documentário espantoso, apropriado para todos aqueles que admiram os livros, não só pelas histórias que contam, mas também pelo que representam.

A Menina sugere isto porque se há algo que devemos celebrar é a memória e as bibliotecas encerram dentro de si aquilo que fomos, somos e havemos de ser um dia. Dentro delas, muitos trabalham para preservar tudo o que produzimos, sejam livros, mapas, periódicos, gravuras, partituras... É um trabalho que para os ignorantes não serve para nada, não tem qualquer serventia útil, mas que é, para os que enxergam além do próprio umbigo, fundamental. 

Tenho pena de não poder deixar aqui nada sobre a nossa própria Biblioteca Nacional, mas não conheço para o caso português nenhum documentário como este (até pode existir, mas eu não conheço). Seria interessante saber como funciona a casa que guarda os nossos livros e que histórias tem a nossa BN para contar. Por agora ficamos com o caso do país vizinho num documentário que podem encontrar aqui. A imagem que se segue é da maravilhosa fachada da Biblioteca Nacional de Espanha, com as suas estátuas de autores incontornáveis da cultura espanhola. Ao cimo das escadas, do lado direito, está uma das estátuas que representam Miguel de Cervantes, o autor que levou mais longe, no tempo e no espaço, as letras espanholas.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A Menina Sugere Isto XXIII


Adoro a National Geographic, principalmente as suas edições especiais. As de História (como a da capa acima) e de Ciência são as minhas favoritas. É verdade que não são revistas baratas, mas são de uma qualidade enorme e valem cada cêntimo que se paga. No caso das edições especiais de Ciência, os leigos na matéria, como eu, ficam a conhecer a biografia dos seus protagonistas (Galileu, Einstein, Curie, Newton...) e algumas das suas descobertas sem ficarem confusos na segunda linha de texto. No caso das edições especiais de História, tenho lido textos muito esclarecedores sobre temas como os Descobrimentos, Roma Imperial ou, agora, as Guerras Mundiais. Nesta edição não se opta, como de costume, pela primeira ou pela segunda: fala-se das duas grandes guerras, das suas causas, dos seus efeitos, do antes, do durante e do depois. Fala-se de política e de sociedade, das mudanças ocorridas em cada uma dessas áreas, da estrondosa evolução que aconteceu durante o século XX... Enfim, é um número cheio, como se quer, de informação interessante e importante sobre dois acontecimentos que marcaram a Humanidade e que permanecem como uma sombra na nossa História e no nosso futuro, já que temos sempre medo que que esta se repita. Por tudo o que foi  dito, a menina sugere isto.

A Menina Sugere Isto XXII

Não vou mostrar-vos nada que não conheçam já. Vou apenas mostrar-vos uma coisa a que demorei a render-me, mas à qual me rendi que nem uma maluca: as Eco Garrafas da Tupperware.


Comecei por ver toda a gente a comprar uma garrafa destas e pensei “Pronto, mais uma moda...”. Ao fim de uns tempos, apanhei um quiosque da marca no Continente e comprei uma garrafa, mas com a tampa de rosca. Gostei da garrafa, odiei a tampa porque me molhava sempre a beber água. No início do Verão, para usar em malas mais pequenas, comprei uma garrafa mais pequena com tampa de bocal reduzido e aí rendi-me. Acabei por comprar mais três garrafas e por eliminar a água engarrafada cá de casa. As garrafas são fáceis de lavar e, para mim que bebo muita água e que gosto de ter uma garrafa em cada divisão, esta solução é a ideal. As garrafas não são muito caras, mas mesmo que possam parecer caras, o retorno do investimento é rápido só pela água engarrafada que se deixa de comprar. Para mim vale a pena e, a quem ainda não se rendeu, a menina sugere isto.

Nota: A imagem saiu daqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Menina Sugere Isto XXI

Ou eu tenho vivido numa cave sem acesso a nada ou andam a passar-me ao lado muitas coisas boas. As férias em Madrid serviram para muita coisa, mas sem dúvida uma daquelas que me acompanhará por algum tempo será a série The Goldbergs. Estranhamente, esta sério já existe desde Setembro de 2013, mas eu desconhecia-a por completo. No hotel, correndo os canais e já farta de provas olímpicas, encontrei o canal Neox, um canal espanhol por cabo dedicado a crianças e adolescentes. A programação desse canal consiste em desenhos animados pela manhã e séries pela tarde e noite dentro. De vez em quando lá passa um filme ou um espectáculo de stand-up comedy. Acreditem que já tive muitas saudades desse canal desde que cheguei...

Bom, mas umas das séries que pude conhecer foi, precisamente, The Goldbergs. Os Goldbergs são uma família hilariante e a acção passa-se nos anos oitenta, havendo sempre uma ligação entre as vivências das personagens e algum elemento icónico dessa época. O elenco é composto por um pai que adora andar de cuecas; uma mãe ultra-hiper-mega galinha e absolutamente louca; uma filha mais velha que é a criatura mais ponderada da casa; um filho do meio que oscila entre o adolescente desportista e o perfeito idiota; e um filho mais novo que é um pequeno nerd, sendo ao mesmo tempo o narrador das histórias da família. Curiosamente, o autor da série tem o mesmo nome desta personagem: Adam Goldberg. Isto explica-se porque este senhor, que em pequeno andava sempre de câmera de filmar em punho, pretende com esta série representar a sua própria família e amigos. De facto, no final de cada episódio, aparecem algumas imagens captadas por ele durante a década de oitenta, mostrando o “pai” original, o “irmão” no qual a série se inspirou e por aí fora.

Há muitas séries e filmes que se descrevem como comédias que não o são. Algumas chegam mesmo a ser um insulto à nossa inteligência. Esta não. Esta é verdadeiramente uma comédia. As personagens são hilariantes, as situações que provocam também e o facto de a acção decorrer numa época diferente da presente, mas que muitos de nós vivemos (eu ainda passei quatro anitos e tal na década de oitenta) tornam-na especial. Por isso, a menina sugere isto. E divirtam-se!