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domingo, 23 de junho de 2019

Coisas que não entendo VI

(Diálogo imaginado, mas bastante possível...)

- Então e que idade tem o menino?
- Tem 6 anos, vai fazer 7.
- Ah...

Não! Como??? Com 6 anos vai fazer 7? Eu julgava que isto das idades era aleatório e uma pessoa, vá, aos 15 podia acordar no dia de aniversário com 64. Afinal não é? Tiraram-me o tapete, meus caros, tiraram-me o tapete.

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Nota: A imagem saiu daqui.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Coisas que não entendo V

Desde que Madame Pochita assentou a devida bagagem, o uso de lixívia e de detergentes para o chão aumentou consideravelmente. Em consequência, pus-me a reparar nos cheirinhos que existem e foi aí que me surgiu uma enorme e devastadora dúvida: a que raio cheira o detergente «Marinho»?

Bom, se me falarem no adjectivo «marinho», eu penso em coisas relacionadas com o mar. E se me pedirem para descrever o que será um odor «marinho», provavelmente ocorrer-me-á o cheiro da maresia, o cheiro da praia... Nunca, mas NUNCA me passaria pela cabeça considerar «marinho» o perfume dos detergentes assim descritos. Mais: nas embalagens costumam vir imagens de  estrelas-do-mar, búzios, areia e outras coisas relacionadas com o mar. Faz sentido. O que não percebo é que depois, ao abrir a embalagem, não seja vigorosamente esbofeteada com o cheiro do mar, com o cheiro dos búzios, nem com nada que se lhe pareça.

Estes detergentes azuis (sempre azuis, porque a essa cor associamos o mar), para fazerem jus ao nome, deviam, sei lá, cheirar a carapau ou a conquilhas. Deviam ter um perfume marinho capaz de deixar os gatos em busca de atum escondido pela casa depois de lavar o chão. Se é para ser marinho, então que seja marinho! Agora, «marinho» que não cheira a peixe ou às ondas do mar é que não. Sinto-me enganada e incapaz de perceber. E, convenhamos, não entender o detergente do chão é coisa para danar uma pessoa.

Estou a pontos de criar um movimento nas redes sociais que exija um «marinho» como deve ser. Que seja representativo do que quer dizer e que evoque as sardinhas que nadam por esse mar fora, que cheire a algas e a coisas que lembram sem dúvida o mar. Não quero mais ser enganada por perfumes que têm um nome, mas que não lhe fazem justiça. Se compro detergente «marinho», a casa há-de cheirar a bacalhau ou a camarão durante uma semana. Não a flores! E ser azul não chega! Merecemos o pacote completo: cor e cheiro a cenas do mar. Quem está comigo nesta luta tão, mas tão nobre?!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Coisas que não entendo IV

Aquelas sopas que são feitas a partir de um refogado e que levam manteiga e natas de forma a ficarem "aveludadas", acabando a serem mais assassinas do que um bitoque gorduroso ali da tasca da esquina. E depois o pessoal que está em dieta e diz "Vou só comer uma sopinha que fiz ontem." e enfia uma pratada daquilo como se se tratasse da coisa mais saudável do universo. 

sábado, 17 de junho de 2017

Coisas que não entendo III

Já me cruzei, especialmente nas últimas semanas, com umas cinco pessoas que calçavam uma coisa deste género, embora todas na versão cor-de-rosa:


Note-se que calçavam isto na rua e não no recatozinho do lar. Estas, pelos vistos, são da Stradivarius e custam quase trinta euros. Vi-as aqui porque me limitei a pesquisar por sandálias peludas. Confesso que da primeira vez achei que eram chinelos daqueles que se usam em casa quando ninguém tem a decência de nos oferecer umas pantufas giras pelo Natal. Mas ao segundo e ao terceiro avistamento comecei a ficar muito preocupada e a pensar que isto devia ser a nova aberração da moda.

Não me interessam as da foto em particular, mas todo o conceito de chinelos com pêlo para usar na rua e em época quente, como usamos outras sandálias. Quem é que se lembrou disto? Quem é que considerou isto bonito? A quem é que ocorre que isto é uma coisinha bem gira para calçar e dar umas voltinhas? Aparentemente a umas quantas pessoas, já que tive a oportunidade de ver mais de um par de pezinhos enfaixados num texugo rosado em dias de grande calor. Bem sei que os gostos não se discutem, mas também tenho olhos na cara para ver que... bom... como dizer isto? Esta é capaz de ser das modas mais parvas que já vi. E é feia. É dolorosamente feia.

Palavra que às vezes gostava de estar na cabeça dos designers que se lembram destas coisas. Como chegam a isto? Fazem um brainstorm e pensam «O que é que nos falta fazer?». E pumbas: alguém se lembra de criar uma variante dos chinelos felpudos das donas de casa da década de cinquenta para usar com uns vestidinhos e uns tops. Faz todo o sentido. Chinelos de pêlo para épocas quentes é do melhor. Aliás, perdoem-me, melhor mesmo é o pessoal que gosta disto começar a achar que pêlo é mesmo melhor no outono e no inverno, embora depois o calcanhar fique a apanhar um fresquinho desagradável. Daí a começarmos a ver isto com meias é um pulo. Melhor ainda é ver isto com as meias da raquete. E já que estamos na temática do pêlo, para quê depilar as pernas? Bom mesmo é deixar ficar os pêlos, calçar a meia branca da raquete e enfiar a chinelufa peluda para aconchegar e ala para o trabalho. Ou para a escola, onde há um «damo» todo grosso que é preciso impressionar. Bom, lá impressionado ele haverá de ficar. Não sei é se no fim isso será realmente bom...

Não sendo designer, deixo a minha ideia: para quando uma batinha a condizer com a «sandalufa»? É que uma pessoa gosta de reviver e se já temos o chinelinho a recordar a avozinha, por que não investir na bata traçada? Acaba por ser em modo Dom Quixote: onde ele via gigantes, outros viam moinhos; onde uns vêem sandálias, outros vêem chinelos (feios); e onde uns vêem um elegante vestido, outros vêm as batas traçadas usadas há umas décadas por respeitosas mães de família nos parques de campismo deste país enquanto desfiavam os pimentos para a salada. Mas «diz» que é moda e sendo moda o pessoal compra, portanto venham as batas porque os chinelos já temos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Coisas que não entendo II

Por que motivo no Festival EUROvisão da Canção participa a Austrália. Eu não sei, o mundo pode ter mudado muito, mas na última vez que olhei para o globo, a Austrália ficava noutro continente, bem longe da Europa e era banhada por outros mares e tudo. Não entendo. 

terça-feira, 9 de maio de 2017