sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não entendo que caminho fizemos até aqui

E o que me choca perceber que alunos meus, com doze ou treze anos, ainda não sabem dizer a sua morada? Pergunta-se-lhes em que rua moram e o código postal e nada. Ficam a olhar para mim. Hoje aconteceu isso e às tantas irritei-me. Disse-lhes que sei a minha morada desde os cinco anos e que não entendo como gente com mais de uma década de vida, alguns a frequentar o 3.º ciclo de escolaridade, é incapaz de dizer o nome de uma rua, o número de uma porta e um código postal de quatro dígitos (já nem me atrevo a pedir os três números extra). Se estes miúdos se perderem em algum lado, coitados.
 
Ninguém me tira da cabeça que andamos a estupidificar os miúdos e a transformá-los em eternas criancinhas pequeninas incapazes de serem autónomas em coisas básicas. Saber a morada é como saber atar os sapatos: aprende-se desde cedo e dá muito jeito. É, por isso, importante que saibamos mostrar aos miúdos a importância destas coisas e explicar-lhes que não é um conhecimento tão descabido como muitos deles pensam. Os pais não estão sempre lá para os filhos: é impossível. Por isso dá jeito que, desde cedo, os vão ensinando a ser autónomos e a serem capazes de fazer coisas que... todos nós, com a idade deles, nos sentíamos na obrigação de saber fazer. Caramba, não entendo mesmo como chegámos a isto!

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