domingo, 21 de junho de 2015

Dois gatos - Dia 1

Ora, faz por agora vinte e quatro horas que sou a feliz dona de mais uma gatinha, fazendo um total de dois felinos cá em casa. Por mim seriam três, mas vá...
 
Destas últimas vinte e quatro horas, passei quatro delas a dormir (três de noite e uma durante a tarde de ontem). E por que dormi tão pouco, perguntais vós. Porque desde que a piquena dama peluda entrou cá em casa, estou com um olho na mula e outro no... Sr. Gato. É que ele, alma pacata e incapaz de bufar (confirma-se a incapacidade dele, pois ela é muito capaz de lhe bufar à grande), está demasiado espantado com esta pequena gatinha a pilhas para não querer tocar-lhe, cair em cima dela, dar-lhe uma valente pantufada e umas dentadinhas (fofas, espero). Acho que o que se passa com ele é mesmo isso: um espanto enorme por ver uma miniatura andar pelos seus domínios, invadir a sua caixa de areia (tinha uma só para ela, mas a gaja não se rege por quaisquer regras: ela manda), beber do seu bebedouro (tendo um novinho só para ela mesmo ao lado) e, loucura das loucuras, indo dormir comigo na cama logo na primeira noite. Nem sei quem é mais vendida: eu ou a gata.
 
Bom, desde que a menina aqui entrou, o apaparicanço dos donos ao Sr. Gato multiplicou-se (conselho da veterinária) para ver se ele percebe que aqui ninguém substitui ninguém e que ele não perde o posto de gatarrão favorito. Só tem de partilhar a casa com uma gatinha linda e pequenina que, aparentemente, não gosta de enfiar as fuças no comedouro e prefere que lhe espalhem a comida no tapete. E que corre o risco de tornar-se a gata mais bonita dos últimos séculos... Mas não importa porque ele continuará a ser o gato mais bonito que já vi.
 
Dormi pouco porque tinha receio de que o grande fosse chatear a pequenita, pequenita essa que dormiu quase encostada a mim e que conseguiu rebolar de cima do tufo fofo que lhe fiz com o edredão para mais junto das minhas pernas. Lá peguei nela, sempre a dormir (ela, que eu não fui muito nessa esta noite) e pu-la de novo na toquinha. Nem se mexeu. Mas ainda antes das sete já os dois estavam a pé (ou 'a patas'?) e prontos para mais umas horas de «Mas que é isto? Há aqui outro gato!». Tenho estado a fazer catsitting, portanto.
 
Também tem sido uma loucura das boas evitar que ela coma a ração dele e ele a dela, que é altamente calórica por ser para bebés. Só ainda passou um dia e julgo que já me estão a pôr doida. Mas depois ela é tão docinha, tão ternurenta a ronronar e a amassar-me a pele com as patinhas que o sacrifício vale a pena. E pensar que ele passará a ter uma companhia, que não voltará a ficar sozinho enquanto trabalhamos, é muito bom.
 
Assim, o balanço do primeiro dia envolve falta de horas de sono e cansaço, mas companhia de gatinhos lindos a dobrar. Saldo positivo, portanto.

1 comentário:

  1. Oh, devias pôr fotos dos dois para os teus leitores cat-person :)

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