segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Peculiaridades de um leitor XII


Os leitores conhecem bem o problema da escolha do(s) livro(s) para levar de férias. Fazem-se as malas, prepara-se tudo, mas depois surge o dilema da escolha. Levamos um maior ou vários mais pequenos? Estaremos dispostos a arrastar um livro muito pesado durante as nossas férias? E mesmo que fiquemos em casa, queremos um livro grande que leve muitos dias a ler (os dias que, frequentemente, ao longo do ano não estão disponíveis) ou queremos «dar andamento» à biblioteca lendo vários livros menos extensos? Problemas, problemas. 

Lembro-me do ano em que escolhi ler o Tom Jones nas férias. Como não passava os dias a ler, a leitura arrastou-se por todos os meus dias de férias. Fiquei com uma sensação agridoce: se por um lado tinha lido um bom clássico, por outro também não havia conseguido ler mais nada num mês inteiro. Mas se não escolhermos o Verão para estas leituras mais longas, quando as faremos? Estes problemas são mesmo peculiaridades nossas. Muita gente limita-se a comprar a Maria ou a TV Guia e a levá-las para a praia. Ou então nem levam nada.

Mas este é um problema que levamos bastante a sério. Escolher um livro que levamos para férias (no caso de sairmos de casa) e ele revelar-se mau é suficiente para deixar um leitor muito maldisposto. Se ficarmos em casa, sempre podemos ir buscar outros que pareçam mais promissores. Porém, longe das nossas prateleiras, a solução é comprar outro livro ou aguentar aquele que escolhemos. 

Se quiserem, partilhem nos comentários as vossas experiências de leitura em férias. Contem-me tudo! Eu revelo já que, ficando em casa, leio livros em papel, mas que se sair, levo o Kindle. É mais leve e lá dentro cabem muitos livros: se me fartar de um, mudo para outro. 

Nota: A imagem saiu daqui.

1 comentário:

  1. Não tenho kindle! Comigo é tudo em papel, e levar mais que uma escolha. Anos houve que, nas férias "grandes" tentei despachar um calhamaço ou outro; e lembro-me de quando fiquei encalhada no "On the Road" do Jack Kerouac. No ano passado fiz uma abordagem mista, levei quatro livros para a terra dos meus pais (sabendo que, apesar de ser a "designated driver" porque o meu pai tinha partido um dedo, não ia fazer muito da vida) e li-os a todos, menos o "E tudo o vento levou", que apenas comecei. É de humores :)

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