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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Diário de Madame Pochita V

Querido diário, 
Ando pela rua a exibir a minha coleira cheia de bonecos. Sou uma pirosona, eu sei, mas não passo sem esfregar a minha beleza na cara do Bruce, o cão mais jeitoso do pedaço. 
Ok, ok... É uma coleira para evitar bichezas, mas acho que podemos concordar que tudo me fica bem, não é?! Madame Pochita sambando na cara das inimigas!

terça-feira, 21 de maio de 2019

Diário de Madame Pochita IV


Querido diário,

Hoje fui ao veterinário porque parece que este mês fiz um ano. Bem, ninguém sabe bem quando é que eu fiz um ano, já que nasci na beira da estrada, mas aparentemente isso foi no mês de Maio de 2018. Não faço ideia, também não gosto de me lembrar desses tempos. Agora sou muito mais feliz.

Mas vamos ao que importa: parece que peso vinte quilos e mais duzentos gramas. Estou uma chouriça, foi o que a dona disse. E depois a veterinária deu-me um biscoito porque subi para a balança. Foi o biscoito mais fácil da minha vida. Tansa.

Tive um resultado esquisito na análise da Leishmaniose. Ouvi falar num fraco positivo. Levei uma pica e em breve vão tirar-me sangue para saber se tenho mesmo qualquer coisa ou não. Espero que não. De qualquer forma, agora tenho quem cuide de mim. Por isso, parabéns para mim: porque fiz um ano e porque apesar de tudo sou uma cão muito sortuda. 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Diário de Madame Pochita III

Querido diário, 

Tinha meia dúzia de coisas para dizer, principalmente sobre lógica aristotélica e falácias, mas acabei por distrair-me com festas no peito e por isso terei de deixar tais considerações para amanhã. Agora, confesso, nem estou em mim. Por agora, ficarei aqui tombada em cima dos chinelos da dona a receber o devido tributo por ser uma Cão muito fofa. 

Até amanhã! 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Diário de Madame Pochita II

Querido diário,

São agora 9:30 H e já cãopri muitos dos afazeres da minha lista. Consegui surripiar duas peças de roupa da dona de dentro do cesto da roupa suja e melhorá-las com dois buracos gigantes. Ela não gostou, mas tenho esperança de que venha a perceber que a pele precisa de respirar.

Já lavrei a areia do gato. Fui lá, enfiei a pata e... bom, digamos que a casa precisa de ser varrida. Mas deixo isso para os donos porque eu já fiz muito hoje e começo a precisar de uma soneca das valentes.

Para já fico por aqui. Depois da soneca vou ver se consigo roer, partir, esconder, roubar, rasgar ou esburacar qualquer coisa. É uma vida estafante. A verdadeira vida de cão.

Ass.: Madame Pochita, a bárbara.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Diário de Madame Pochita I

Aqui onde me vedes, luto contra a minha manta azul que acabou de engolir uma das minhas 5835 bolas de ténis. E não a cospe! Ah, mas eu não desisto! Não desisto de recuperar a minha bolinha e não desisto de tentar deixar a minha dona sem um chinelo. Se tem dois, por que motivo não posso ficar com um?! E eu que até tenho quatro patas. Oh vida injusta!