quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Azares

Depois de seis horas na urgência na terça-feira devido a um derrame num olho acompanhado por uma valente dor de cabeça, eis que ontem experimento as piores dores de costas que já senti. E, muito elegantemente, as ditas dores mantiveram-se durante todo o dia de hoje, levando-me a sair da cama às 4:50 da madrugada. Não aliviam em posição nenhuma e só o Voltaren está a permitir que tenha algum descanso. A boa notícia é que com isto o apetite também se foi. Pena é ter deixado em substituição uma sede dos diabos. 

Portanto, é isto. Uma coisa nunca vem só e, mesmo sabendo que há quem tenha maleitas muito piores, não têm sido dias famosos. Mas, qual Exterminador, “I’ll be back”, na versão fresca e fofa. 

Nota: Relativamente à ida à urgência, nem o exame oftalmológico nem a TAC acusaram nada. Menos mal. 

domingo, 5 de novembro de 2017

Sem fôlego

Acabei agora de ler a primeira peça de Tennessee Williams da minha vida. É também a primeira das quatro que compõem o livro que estou a ler no momento. O título é conhecido: Gata em Telhado de Zinco Quente e trata do drama de uma família sulista a braços com diferentes tipos de mortes em vida: o jovem a quem é indiferente estar vivo ou morto porque sente que falhou a vida e perdeu o que lhe importava realmente; o homem maduro que quer viver, mas que tem uma morte anunciada à sua espera; o casal cuja moral, cujos valores sucumbiram perante a ganância e a vontade de vencer passando por cima de outros... Enfim, uma série de desencontros sem solução possível porque, ao que parece, pode ter-se tudo menos aquilo que se deseja verdadeiramente. 

Já não lia um texto tão bom há muito tempo e este é daqueles que nos tiram o fôlego. Parece que fiquei com a cabeça cheia de ideias e com a sensação de que Tennessee Williams conseguiu tocar em pontos da experiência humana que poucos escritores alcançam realmente. Sinto que o dramaturgo conseguiu encaixar na única divisão da casa que serve de cenário à peça todos os conflitos que sempre separam as famílias, expondo tanto a mesquinhez quanto a busca de uma morte física que dê, ironicamente, alguma lógica ao definhar que já se experimenta em vida. É absolutamente brilhante e avassalador. E nem mencionei ainda a própria “gata”, Margaret, talvez a única personagem que consegue ir mantendo o equilíbrio sobre este tornado devastador que expõe a fragilidade das relações humanas baseadas em mentiras e em ambições mal disfarçadas. Como uma gata em telhado de zinco quente, Margaret agarra-se ao que tem com toda a força, mesmo que não tenha quase nada, e aprende a viver com esse pouco que é o seu casamento com um homem que não a ama e que, provavelmente, nunca poderia amá-la porque aquele que lhe mereceu o mais puro amor, o seu melhor amigo, morreu depois de o trair com Margaret e deixou-se morrer por isso mesmo. 

Se não leram esta peça, façam-no. É demasiado boa para ficarmos sem a conhecer e garanto-vos que não deixa o leitor indiferente. É como assistir à iminência de um desastre sem que nos seja possível desviar o olhar. É sobretudo sentir que o que ali está é tão possível na nossa vida de todos os dias quanto num palco ou num livro. E isso é, no mínimo, desconcertante. 

A Menina Quer Isto CV


(Acabadinho de sair e desejoso de juntar-se aos dois anteriores volumes.)


(Visto e namorado na última feira do livro. Ainda 
à espera de que ele caia do céu.)


(É o único volume que me falta. Um problema.)

Desabafo: Eu já nem sei o que diga... Precisava de mais dois pares de olhos para ler tudo o que quero.

sábado, 4 de novembro de 2017

Moderadamente orgulhosa

Imaginem o meu espanto ao encontrar hoje online um artigo no E-Konomista que menciona o meu outro blogue, Moinho de Vento - Livros Usados, como uma das cinco melhores livrarias lisboetas para a compra de livros usados. Estou pasmada, mas moderadamente orgulhosa. Acho que o meu stock anda nas ruas da amargura, mas de qualquer modo agradeço o destaque, que desconhecia completamente.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Peculiaridades de um leitor XIII


Não nascemos leitores: fazemo-nos leitores. Ao poucos, muito lentamente nuns casos, mais rapidamente noutros, habituamo-nos às letras, aos livros e quando damos conta estes fazem parte inseparável dos nossos dias. Mas para muitos de nós, mais do que os livros que a escola pudesse levar-nos a ler, o que nos fez leitores foi o exemplo daqueles que nos são mais queridos.

Sempre vi a minha irmã e a minha mãe a ler jornais e livros. O meu pai ainda hoje lê um ou dois jornais por dia (podem não ser os meus favoritos, mas lê). Acho que mesmo tendo poucos livros enquanto pequenita, sempre convivi com eles como algo que faz parte da nossa vida. Com o tempo fui lendo mais e mais, passei pelos livros parvos da adolescência e fui trilhando o meu caminho, descobrindo aquilo que resultava para mim e o que não valia a pena ler. Quando dei conta, estava a escolher uma Licenciatura na qual pudesse ler muito e dos mais variados tipos. Mais tarde, para muitos dos meus alunos, eu era um bicho raro e anacrónico, pois era a única docente que trazia sempre um livro na mala e que falava frequentemente do que lia. Para alguns eu vivia algures no século XIX, bem antes das tecnologias que lhes ocupavam os dias. Infelizmente, muitos daqueles miúdos não tinham leitores em casa que lhes dessem o exemplo. Tinham acesso a muitos mais livros do que eu tive em criança, mas poucos adultos que lhes mostrassem que ler é bom em qualquer idade. 

Por outro lado, tive alguns (poucos) casos de alunos que tinham a sorte de ter pais leitores que lhes transmitiram o gosto e os incentivavam a ler mais e mais. Alguns tinham listas de livros que queriam comprar com o dinheiro que recebessem no Natal. Era delicioso vê-los agarrados a livros, orgulhosos por lerem centenas de páginas, livros cada vez maiores e mais complexos. Os pais lá lhes alimentavam a paixão e, em alguns casos, tinham de fazê-lo em alta velocidade, tal era a rapidez com que devoravam as páginas impressas. Esses também eram bichos raros para os colegas, mesmo partilhando outros gostos com eles como a paixão pelas tecnologias, pelos melhores telemóveis e tablets. Eram do mesmo século que eles, mas tinham aquele gosto estranho que envolvia livros grandes e chatos. Já eu era mesmo qualquer coisa saída de uma máquina do tempo directamente para a sala de aula.

A imagem que deixei no início deste texto (e cuja fonte não consigo citar porque não a encontro) ilustra bem a falta de exemplo e de noção de que é preciso fazer primeiro para que os miúdos aprendam a fazer depois. Pais e professores, irmãos mais velhos e outras pessoas importantes na vida das crianças são modelos que muitas vezes tentam imitar. Se no início o que queremos é fazer o que eles fazem, tempos depois já queremos ler porque gostamos, porque descobrimos que é divertido. Comigo foi assim e com muitas outras pessoas que conheço também. Mas desdenhar dos livros  que os filhos liam (como vi encarregadas de educação fazerem na frente dos seus educandos) é meio caminho andado para não se fazer um leitor.

Note-se que nisto não há nenhuma receita infalível. Há miúdos com pais que lêem imenso e que se recusam a «perder» tempo a ler. Também há os que gostam de ler sem que alguma vez tenham visto alguém lá em casa fazê-lo. Porém, sabe-se que o exemplo daqueles que nos importam é fundamental em vários níveis do desenvolvimento e a leitura não é excepção.

A minha mãe conta muitas vezes uma história fabulosa sobre ignorância que, claro, gerou ignorância. Uma tia minha, certo dia e a meio de uma conversa telefónica, dizia com um tom muito revoltado à minha mãe que alguém tinha oferecido um livro ao filho dela. Um livro!!! Falava como se fosse o mesmo que levar a lepra para dentro do seu lar. A minha mãe perguntou qual era o mal de ele ter recebido um livro e a outra lá armou uma desculpa esfarrapada qualquer que passava pelo facto de o meu primo, um ano mais velho do que eu, não se interessar por livros. Bom, é óbvio que com aquele choque todo por causa de um livro oferecido pelo Natal também não passaria a interessar-se mais. Tudo o que não fosse um espalhafatoso brinquedo era pouco para o seu menino. Um livro, dois bocados de cartão com folhas no meio era, então, o pior que se lhe podia oferecer. Nem sei quem gostaria menos de tal presente: se a mãe ou o filho.

Enfim, nisto como em muitas outras coisas, não podemos fabricar o que queremos com peças que para ali tenhamos. Podemos dar o exemplo e ninguém querer segui-lo. No entanto, estando provado que há mais hipóteses de que famílias de leitores venham a gerar leitores, qual é a dúvida? Se o meu filho só aceder a smartphones e nunca a livros, não poderei esperar um milagre. Se passar anos de vida sem sonhar que nos livros se contam histórias extraordinárias, provavelmente continuará a sua vida sem que nenhum lhe provoque a curiosidade. Se um miúdo assiste frequentemente aos discursos da mãe diminuindo a importância e a utilidade dos livros, é provavel que ele próprio acabe por pensar que aquilo não vale a pena, pois se a mãe o diz... 

Como disse no início, não nascemos leitores. Vamo-nos construindo aos poucos enquanto tal. E se os olhos de um leitor em formação observam os livros que o rodeiam, também prestam muita atenção aos outros leitores para que reforcem positivamente tal actividade e lhes indiquem os melhores caminhos a seguir pelo meio de tantas páginas possíveis.

A Menina Quer Isto CIV


Um best of da Ana Moura?! Claro que a menina quer! Aliás, a menina já se está a imaginar a ler e a ouvir isto em loop até fazer enjoar os vizinhos da frente. Mentira: ninguém enjoa Ana Moura. Mas já disse que a menina quer isto??? E que faltam treze dias para fazer anos??? Pois, a menina quer isto. Muito. Mesmo. A sério. 

Notinha: Mas com talão de oferta, não vão lembrar-se todos de oferecer-me a mesma coisa.

Ah, e já que estamos numa da «ah e tal, quero isto», a menina também soube hoje que a Antígona está a publicar isto:


E adivinhem! Sim, a menina também quer muito isto. Mark Twain nunca falha e este ficava tão bem ao pé dos outros Twains todos...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A estupidez da «linguagem institucional»

No colégio onde trabalhei alguns anos, havia um fundamentalismo da linguagem institucional que fazia com que a gramática levasse diariamente uns valentes beliscões. Se, por exemplo, quiséssemos dizer que os nossos alunos eram muito bons, tínhamos de dizer «os nossos alunos e as nossas alunas eram muito bons e muito boas»; se quiséssemos agradecer a participação de todos os encarregados de educação numa determinada tarefa, tínhamos de dizer «a participação de todas e de todos os encarregados de educação»; se quiséssemos dirigir-nos aos nossos alunos num qualquer discurso, era obrigatório dizer «caras alunas e caros alunos», como se o masculino não abrangesse toda a gente, segundo a gramática. Mas o pior, meus caros, é que não seguir estas regras idiotas e pseudo-igualitárias dava direito a raspanete grande (e público, muitas vezes). Ora, para mim, que era docente de Português, a coisa ainda doía mais porque sabia muitíssimo bem que este exagero linguístico que só visa o politicamente correcto ia bastante contra aquilo que sempre aprendi sobre a nossa língua. Certos textos que nos chegavam às mãos vindos «de cima» eram hilariantes e quixotescos, pois diriam coisas como, imaginem, «caras e caros docentes, hoje é um dia importante para todas e todos os nossos alunos e alunas e para aqueles e aquelas que contribuem para a sua educação». Palavra que me doía na alma, mas nem valia a pena tentar mudar esta maneira quadrada de pensar. Simplesmente, o que fazia era esquivar-me a escrever o que quer que fosse ou fazê-lo de forma a nunca precisar de utilizar palavras que me obrigassem a utilizar os dois géneros separadamente. Era de doidos, acreditem. Porém, infelizmente, há por aí muitas almas que cuidam ser mais inteligentes que os restantes mortais e que crêem que assim é que se fala bem porque deste modo nunca ninguém fica de fora, todos são devidamente abrangidos e sempre com igualdade. Para mim é apenas pedantismo, estupidez e desconhecimento das regras gramaticais. Imaginem agora, só por este pequeno exemplo, o inferno em que vivi. Mas adiante.

Lembrei-me disto porque o conhecido blogue «Horas Extraordinárias» referiu este mesmo problema que, ao que parece, não é exclusivamente português. Aparentemente, nuestros hermanos debatem-se com o mesmo rigor exagerado na escolha de palavras. Podem ler o texto aqui e, sempre que possam, corrijam estas aberrações. Eu fiz o que pude, mas quando se lida com pilaretes em vez de seres humanos com cérebro, não se verificam quaisquer efeitos.

Título de propriedade

Sendo verdade que os gatos roçam o focinho para marcar tal território como seu, então estou a pontos de ir ao notário para oficializar o facto de que já não sou dona das minhas bochechas. Aliás, atesto aqui mesmo que a minha cara é propriedade do Senhor Gato e que ele tenta renovar diariamente a posse da mesma. Basta apanhar-me deitada e pumbas: lá vem ele para cima de mim para roçar o focinho peludo nas minhas bochechas e mostrar ao mundo que eu sou pertença sua. Sim, é verdade: sou pertença de um gato. Podia ser pior. Podia ser uma capivara ou um dragão de komodo.

A Menina Quer Isto CIII


Este é apenas o primeiro volume. O segundo virá mais tarde, mas mesmo assim estão aqui mais de quatro centenas de páginas de um autor muito conhecido, mas até agora fracamente editado por cá. A E-Primatur, que tem feito um admirável trabalho na edição, disponibiliza finalmente em dois volumes a ficção curta de H. G. Wells. Parece-me bem ter tudo assim reunido numa só obra. E também me pareceria bem ter este na estante...

domingo, 29 de outubro de 2017

A Menina Quer Isto CII


A menina está bastante intrigada com isto. A menina quer isto.

Folhetos e guindastes

Se eu encomendasse uma pizza por cada folheto do Pizza Hut, da Telepizza ou do Domino's que é deixado na minha caixa do correio, já precisaria de um guindaste para sair de casa pelo telhado. Que desperdício de papel! 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

«Cansaço»

O que há em mim é sobretudo cansaço — 
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
Cansaço. 

A subtileza das sensações inúteis, 
As paixões violentas por coisa nenhuma, 
Os amores intensos por o suposto em alguém, 
Essas coisas todas — 

Essas e o que falta nelas eternamente —; 
Tudo isso faz um cansaço
Este cansaço, 
Cansaço. 

Há sem dúvida quem ame o infinito, 
Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
Há sem dúvida quem não queira nada — 
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
Porque eu amo infinitamente o finito, 

Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, 
Ou até se não puder ser... 

E o resultado? 
Para eles a vida vivida ou sonhada, 
Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... 
Para mim só um grande, um profundo, 
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, 
Um supremíssimo cansaço, 
Íssimo, íssimo, íssimo, 
Cansaço... 



Álvaro de Campos, in Poemas. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Nós aqui ao lado

Já chegou ao El País e envergonha bastante:


O artigo é mais extenso do que isto e recorre a várias citações do já tristemente famoso acórdão medieval. Mas note-se que as barbaridades ditas não serão alvo de processo disciplinar. Basicamente fica a sensação de que num acórdão se pode dizer tudo, ser misógino, ser machista, dar a entender que ainda teve sorte de a coisa toda ter acontecido cá, pois de outra forma seria lapidada... Enfim, o que apetecer dizer naquele dia, que ninguém vai defender o cidadão visado. Na verdade, quem procura o tribunal e recebe este tratamento sai mais fragilizado do que entrou. Nunca pensei que a Domus Iustitiae servisse para isso, mas parece que sim. 

E aí vamos nós pelo mundo: país de sol, de mar, de fogos e de machismo descarado.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Menina Sugere Isto XXXIII

Ando há alguns dias para sugerir-vos isto, mas como sou muito despassarada, sempre que chego ao computador acho que não tenho nada para dizer e acabo por ir-me embora. É sempre assim: grandes ideias que me ocorrem quando vou a andar pela rua, mas um arbusto seco a passar-me na mente quando tenho de escrever. Mas adiante.

Disse-vos aqui várias vezes que dormia muito, muito mal. Que durante alguns anos o meu sono foi péssimo, que acordava a meio da noite e não conseguia dormir mais e que, além disso, as minhas poucas horas de sono não eram de verdadeiro descanso. Foram tempos terríveis, confesso. Sempre achei que dormir era um desperdício de tempo, até que de facto percebi da pior maneira que não dormir nos arruina. Felizmente, isso parece ter ficado para trás e agora durmo bem. Além de ter eliminado quase todo o stress e ansiedade que tinha (a única que ficou deve-se à incerteza relativamente ao futuro), mudámos de colchão e de almofadas. Ambos os factores, depois de resolvidos, melhoraram e muito as minhas noites. O nosso colchão antigo era do IKEA e aprendemos da pior maneira que aquela não é a melhor loja para adquirir colchões. Essa parte ficou resolvida. Mas o moço achou que devíamos trocar também de almofadas e... foi das melhores decisões que já tomámos.

Tanto o colchão quanto as almofadas foram comprados na ColchãoNet, na loja do Colombo. A funcionária foi amorosa, tirou-nos as dúvidas todas e usou a grande experiência que tem para nos aconselhar. Experimentámos colchões e faziamo-lo com almofadas. Daí a experimentarmos diferentes almofadas foi um passo. E depois apaixonámo-nos seriamente por umas almofadas que parecem uns feijões e que são tão, mas tão confortáveis que parece mentira. O modelo Sonata, da Tempur, é fabuloso. Confere estabilidade e é perfeito para quem dorme de lado. Aliás: ela suporta muito bem a nossa cabeça e a nossa coluna em qualquer posição. A almofada é esta:


A Tempur tem ainda outras almofadas ergonómicas. Tem uma perfeita para quem gosta de ler na cama. Ainda a experimentei, mas preferi esta. Podem consultar as suas características aqui, na página da marca, de onde retirei a fotografia. Podem ainda ver outros modelos. Estive muito indecisa entre este e outro de formato tradicional, mas não me arrependo de ter escolhido o «feijãozinho».

Portanto, já sabem: se tiverem noites más como eu tinha, eliminem da vossa vida o que é tóxico (não é fácil, mas pronto) e arranjem um «feijãozinho». Os sonhos melhoram consideravelmente.

Acho que estou na Austrália...

Não, não me cruzei na rua com nenhum canguru. Não, não encontrei o júri do Masterchef Austrália ali ao virar da esquina. Foi ainda mais estranho...

Se a Loja do Gato Preto já tem a montra pejada de árvores de Natal (no início de Outubro já eu vos falava aqui de outra loja que antecipou bastante as festividades), bonequinhos de neve, bolas e enfeites vários, por outro lado eu acabei de sair à rua de camisola de manga curta e de sandálias. Aliás, não havia em mim nenhuma diferença entre o que vesti hoje e o que usava em Julho ou Agosto. Caso assim continue o tempo, vamos passar o Natal à praia e, quem sabe, substituamos a Missa do Galo por um mergulho na praia e as rabanadas por um frapuccino.

Mais uns vinte dias assim e passo pela primeira vez na vida o meu aniversário com roupa fresquinha. Este mundo está louco e só o Trump é que acha que não (se bem que ele é a prova de que está mesmo louco).