domingo, 27 de maio de 2012

À "Manosga"

Fui contigo ao Museu Nacional de Arte Antiga quando era uma amostra de gente. Fui contigo à Cinemateca ver As Viagens de Gulliver quando ainda era uma pequena «loira bombástica». Fui contigo comer panquecas e hoje volto lá porque me ensinaste o caminho. Fui contigo ouvir o coro da Gulbenkian, onde adormeci. Fui contigo à feira do livro no Mercado da Ribeira e saí de lá com os meus Estrumpfes debaixo do braço. Fui contigo à Feira do Livro de Lisboa e corri contigo as barraquinhas que hoje adoro tanto. Fui contigo à redacção do Diário Digital e à do Diário de Notícias. Fui contigo provar sushi e foi a tragédia que bem sabemos. Fui contigo à Porfírios e trouxe de lá um blusão azul que amei até me fartar. Fui contigo ao cinema tantas vezes e quantos filmes maus viste por minha causa? Fui contigo à final do «Jogo do Ganso», na Praça da Figueira, com uma peça de roupa azul, como mandavam as regras. Fui contigo à Expo 98 e estava contigo quando ela encerrou com aquele fogo de artifício sobre o rio. Fui contigo aos Pastéis de Belém e ao Museu de Arqueologia. Fui contigo comemorar a vitória de Portugal contra a Holanda no Euro 2004. Fui contigo à praia e engelhei-te a pele de tanto tempo que te obriguei a estar dentro de água. Fui contigo comer caracóis. Fui contigo ao funeral de uma das tuas maiores amigas. Fui contigo a tantos lugares.

Há seis anos e meio escreveste um «Post alegre» que dizia «Há 20 anos que me rio por ti, às vezes de ti, sempre contigo. És o sorriso, sei-o de ciência certa, que manterei SEMPRE.». Para ti, neste teu aniversário, um aniversário tão docinho, vai a minha resposta: fui a tantos lugares pela tua mão, aprendi tanto contigo, tenho tanto orgulho em ti e sou tão feliz por te ter como irmã que sei que também tu és e serás SEMPRE uma boa parte do meu sorriso.

Muitos, muitos, muitos parabéns, "Manosga"...

Ajudas

Hoje fui de propósito ao supermercado para contribuir com produtos para a campanha do Banco Alimentar. Não me custou nada e sei que se não fosse ia ficar triste comigo própria. Dei um saco com alimentos que não sei para quem irão, mas que espero serem suficientes para aligeirarem um pouco as dificuldades de alguém. Sei que há quem não dê, quem ponha quinhentos entraves e dê outras tantas desculpas para não contribuir. Porque não chega a quem precisa, porque alguém ganha muito com isto, porque as coisas acabam por estragar-se nos armazéns, porque... Felizmente os resultados vão mostrando que, neste tempo tão difícil, as pessoas contribuem mais, são mais solidárias, mais pessoas, e que, portanto, são menos estes «Velhos do Restelo» para quem tudo está mal feito e é um esquema para qualquer coisa que nem se sabe muito bem o que seja.

Se há instituição que me sensibiliza é o Banco Alimentar, precisamente porque o seu trabalho chega a tantas outras instituições e porque é dos seus armários que têm saído, para muita gente, as refeições para quem deixou de poder assegurar a sua própria alimentação. Há muitos anos que faço questão de ir aos supermercados nos dias da recolha porque sei que o que vou dar, ainda que não seja muito, faz falta. Não sei se algum dia virei a precisar, mas se vier, creio que gostaria de receber esta ajuda. Uma senhora dizia numa reportagem que passou num noticiário que «é melhor ajudar do que ser ajudado» e se há coisa que não conseguimos é prever o que nos acontecerá amanhã. Assim, parece-me que não custa nada contribuir, tendo sempre em consideração que alguém passará um pouco melhor com um pequeno gesto nosso e que nunca sabemos se um dia não precisaremos nós.

Notinha: A quem não contribuiu, podem fazê-lo até ao dia 3 de Junho através do sítio do Banco Alimentar.

sábado, 26 de maio de 2012

La musique

O poder da música... Ah, o poder da música! Eu que nem ando sempre de fones nos ouvidos a bombar os últimos sucessos «da rádio, teledisco e cassete pirata», como diria o saudoso Serafim Saudade, tenho de admitir que viajo com ela.

Hoje, num belo Sábado, desperta desde as oito da manhã, dedico-me ao trabalho, preparando os enunciados dos testes que vou dar durante a semana e, porque os Simpsons me distraem, desligo a televisão e ligo a música. E eis que dou comigo a fazer paragens porque determinada melodia me recorda alguém, alguma coisa, algum lugar. Depois acordo, invento mais uma ou duas perguntas para os testes, e lá vem outra que me leva de volta para os tempos da parvoíce (que vendo bem já foram há mais de dez anos, caramba). A coisa é um bocado agridoce, mas tem a sua piada. Só acaba por me ficar uma dúvida: chama-se a isto o poder da música ou o ternurento poder da procrastinação?...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O frigorífico dos meus sonhos


Um frigorífico cheio de clássicos???

A menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer,  a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer,  a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer,  a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer,  a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer,  a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer, a menina quer!

(Não sei se me fiz entender...)

Notinha: A imagem saiu daqui.

O meu tigre de peluche e os hominídeos

Hoje ia eu no autocarro (essa fonte permanente de histórias) quando entram uns rapazolas (que não devem andar muito longe da minha idade, mas enfim) alunos de uma escola de Lisboa. Sei que frequentam aqueles cursos que têm uma sigla muito conhecida e que servem para amarrar na escola boa parte dos adolescentes que não têm qualquer talento para aprender e nenhuma vontade de trabalhar (felizmente há excepções, mas vão sendo raras). Ora, dizia eu, entram essas pérolas no autocarro e aquilo de repente vira o inferno. Música aos berros, hominídeos aos urros, narrativas de episódios de violência gratuita, enfim, todo um chorrilho de bosta. Mas o melhor, ai gente, o melhor é que aquela cambada de boçais ia comemorar não sei para onde o facto de serem finalistas. FINALISTAS de uma javardice de um curso que fazem aos empurrões, a armar zaragatas diariamente, a recusarem-se a estudar o mínimo que seja, a transformarem a vida dos professores num inferno, a infernizarem também os sítios para onde vão estagiar, enfim... Não são alunos de nenhuma escola em que dê aulas, mas as peças são bem conhecidas aqui na zona e, portanto, o facto de irem no autocarro a zurrar que eram finalistas enquanto incomodavam todos os outros desgraçados que com eles partilhavam o espaço, chega a ser deprimente. Finalistas de quê? De uma coisa em que não se chumba? Grande coisa: isso até o meu tigre de peluche, cujos miolos são de esponja, conseguia. E uma coisa é certa: ele é muito mais educado, muito menos azeiteiro, muito mais inteligente e muito menos arruaceiro. Ao pé daquilo merecia um Doutoramento Honoris Causa e uma viagem de finalistas ao Dubai!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Uma raça estranha

Existe uma raça humana que me faz espécie e que me deixa a pensar se serão efectivamente humanos ou não. Calma que não vem aí um manifesto de extrema-direita. Vem, sim, uma breve reflexão sobre os totós que adoram autocarros abafados e que, portanto, seja Verão ou Inverno, fecham as janelas mal sentam os reais rabos nos assentos do dito transporte. Às vezes consigo, em pleno Inverno, viajar num autocarro mais quente do que aquilo que acontece no próprio Verão, quando os motoristas lá têm piedade e ligam os ares condicionados desta vida.

É mania que não percebo: ao fim de uns minutos de entrar alguém no autocarro, pimba, lá vem o sonoro estalo de um vidro a ser empurrado. E lá são menos umas brisas que entram e um sufoco que aumenta. É uma maravilha! Mesmo no Inverno, estando frio, é bom arejar os autocarros para não andarmos todos a respirar as gripes dos outros, mas, enfim, há quem não o entenda. Não entendem e, pior, não perguntam aos outros se se incomodam com o fecho da janela. Qual quê?! Fecha-se e acabou.

Proponho a extinção dessa raça e estou a aceitar sugestões criativas sobre o modo através do qual deve cumprir-se esse objectivo. Eu tenho cá a minha ideia, mas não digo, não vão vocês dizer que sou uma selvagem impiedosa.

terça-feira, 22 de maio de 2012

7 anos de TUDO

Esta quixotada tem um destinatário e este destinatário sabe bem quem é. Atura-me há sete anos, partilha a vida comigo há um tempo que mais pareceu sopro, acompanha-me há milhares de dias. Este destinatário tem-me dado tudo e pede-me muito pouco. Por isso merece tudo o que de bom a vida possa ter e eu esforço-me por estar à sua altura, por ser uma melhor pessoa, por merecê-lo.

No dia em que comemoramos sete anos de um namoro como nunca existiu outro, deixo-lhe uma quixotada que é um beijo. Podia ser uma flor, um presente, um embrulho catita. Mas para ele, para nós, faz mais sentido um beijo, um riso, uma gargalhada daquelas que não param. Há sete anos que rimos juntos e havemos de continuar a fazê-lo. Cá estaremos para isso.

Amo-te! 

Miúdos

E o engraçado que é um aluno pequenito chamar-me a um canto para me perguntar ao ouvido se pode ir buscar umas calças para a irmã. Perante tão inusitado pedido, julguei estar a ouvir mal e ordenei-lhe que repetisse. Após ter percebido que havia ouvido bem e que a meio da minha aula alguém precisava de umas calças novas, só consegui exclamar:

- Oh valha-me Deus!

Felizmente recompus-me logo e perguntei:

- Mas para quê? O que é que aconteceu?

Acreditem que, naquele momento, temia o pior. Felizmente ele só disse:

- Ela tem as calças rotas e só reparou agora, professora.

- Pois, eu já tinha reparado... Mas vocês andam com um par de calças extra?

E ele, como se eu fosse muito totó, responde:

- Sim, estão no cacifo.

Lá saem da sala: ela muito embaraçada, ele a girar a chave do cacifo/guarda-roupa no dedo e o resto da turma a querer saber o que se passa e onde vão eles.

No fim de contas ela lá regressa com as calças igualmente rotas. Afinal não havia vestuário de emergência para a salvar naquele dia. Mas, enfim, as calças da moça serviram-me para perceber que numa turma de gente pequenita, pode acontecer tudo. TUDO!

domingo, 20 de maio de 2012

Nas ruas da amargura

O pessoal do cinema e do teatro que já recebeu o «Globo de Ouro» respectivo tem aproveitado o momento do agradecimento para dar um cheirinho da miséria que vai a cultura em Portugal. Acho bem. A cultura passa tantas vezes pelas gotas da chuvas e ninguém dá conta dela. Agora mais do que nunca definha e sabe-se lá no que acabará.

Somos um país com gente boa, muito boa até, em diversas áreas, mas muitas vezes não os vemos. Conhecemos os bons do futebol e pouco mais. Contudo, há mais vida para a qual vamos fechando os olhos. Agora corremos o risco de nos ver ainda mais pobres sem o nosso próprio cinema, sem o teatro feito por excelentes profissionais. Lamúrias fora, a situação é assustadora. E se ninguém se arrepia com isto, e se ninguém tem mesmo vergonha de ver o seu país numa situação tão apoucada, então estamos mesmo mal e, provavelmente, sem salvação possível.

Má língua

Portanto, os Globos de Ouro vão para o desporto, música, cinema, teatro e televisão. Muito bem. Só ficam a faltar os livros, ou melhor, a literatura. Seria interessante e muito didáctico. É que acredito que parte daquela gente que passou sete dias a vestir-se para estar ali hoje não imagina sequer o que seja um bom livro...

A Menina Sugere Isto V

Passei o fim-de-semana a dizer que determinado produto merecia uma quixotada o que, na minha tacanha linguagem, equivale a dizer que é maravilhoso e que, portanto, merece partilha. Ora, e que produto era esse? Nada mais, nada menos do que um pequeno mas muy reconfortante baldinho de gelado de «Dulce de Leche» da boa da Häagen-Dazs.

Eu, que sempre disse que os gelados de chocolate é que eram e que não queria nada com nenhum outro sabor, descobri esta pérola há uns meses na Häagen-Dazs. Cada vez que lá ia, pumba, juntava no mesmo prato uma bola de gelado de chocolate e uma de «Dulce de Leche». Saía de lá contentinha de todo, mas uma bola é coisa que pede sempre mais e, por isso, neste fim-de-semana perdi o amor a alguns euros e comprei um baldinho. Ora, eu e o moço, munidos de duas colheres (a minha era de sopa, eh eh eh) mandámos a coisa abaixo em três tempos. No fim, raspados os últimos pozinhos, apeteceu-me fazer o luto por aquele gelado tão cremoso, tão docinho, tão fofinho que tinha acabado ali, nos meus pobres braços. Não fiz luto, mas quase. Serve a divagação para vos mostrar o quão disposta estou a adoptar todos os meses um baldinho daquela preciosidade. Aliás, estou a pontos de começar a pedir baldes de gelado «Dulce de Leche» da Häagen-Dazs pelo Natal e aniversário... Sim, minha gente, cheguei a este ponto.

Portanto, amiguitos, corram até ao hipermercado mais próximo e deliciem-se. E mais: se lá forem, tragam cinco baldinhos para mim. Muit'agradecida.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Professora aos palmos

Hoje, no final de uma aula, uma aluna veio ter comigo e disse-me:

- A professora hoje tem uns tacões tão altos! Não lhe doem os pés?

- Não porque o pé não está muito inclinado. É impressão tua.

Quando volto a olhar tenho a menina de costas atrás de mim, de esquadro em punho e a tentar medir a altura do salto de cunha. Acaba por exclamar:

- Dez centímetros! A professora tem uns tacões de dez centímetros de altura! E tem pés de princesa. Quanto calça? O trinta e três?

Ai gentes, a vontade que tive de rir ao ver aquela criatura emboscada para me medir os centímetros extra com um esquadro e a descobrir que sou minúscula.  Só a mim...

Perigos

Hoje foi atropelado um miúdo pequenito, com mais ou menos dez anos, em frente à escola que frequentava e perto daquela em que dou aulas. Tive de interromper a minha aula umas duas vezes porque o som das ambulâncias era ensurdecedor. Depois soube que a estrada teve mesmo de ser cortada e que foi um pandemónio. Diz quem viu que o miúdo ficou muito maltratado e que o taxista que o atropelou estava num pranto. Dizem as testemunhas que o miúdo voou sobre o carro e que não atravessava na passadeira. Um aluno meu chegou à sala a contar o que se havia passado e vinha em choque com toda a cena. Contudo, reconhecia que os jovenzinhos que frequentam as escolas da zona passam o dia a atirar-se para a estrada, ainda que exista um gradeamento na berma do passeio.

Não sei o que resultou dali, mas pela descrição a criança não ficou muito bem. Também não sei em concreto o que aconteceu porque não vi e só pude ouvir os relatos. Agora, o que sei, porque já vi, é que as pessoas naquela zona, mesmo sabendo que passam autocarros a cada dois ou três minutos, atiram-se para a estrada sem olharem. Já estou farta de ver alunos a saltarem as grades protectoras para atravessarem a estrada a correr, sem sequer prestarem atenção ao trânsito. Já ali morreram outras crianças, mas por muito que sejam avisadas, não aprendem. O que fazer? Não faço ideia, parece-me um problemas sem solução.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

De hamburgueres paliativos

Desconfio que o nosso cada vez mais inexistente Serviço Nacional de Saúde devia comparticipar os hamburgueres de uma certa cadeia de fast food americaníssima. E se com esta frase já estão a duvidar da minha sanidade mental, ora ouçam (ou melhor, leiam) a minha ideiazinha.

Quando tenho um dia mesmo muito ruim, como o de hoje, e um almoço que me dá vontade de chorar, chego ao final da tarde a implorar por calorias. Felizmente isto só acontece de vez em quando, senão já seria uma pequena orca assustadora. E porquê? Porque lá arranjo maneira de obter essas calorias a partir de uma maravilhoso hamburguer cheio de queijo que mais parece plástico e bem regado com umas batatas fritas em palitos de quinze centímetros cada. Claro que depois acabo a beber uma garrafa de água com gás para ajudar o estomagozinho, mas gentes... Quando o dia é péssimo, mas meeeeesmo muito mau, aquele hamburguer sabe-me pela vida e poupa-me uma semana ou duas de terapia com psicólogos. Assim sendo, talvez o futuro de boa parte da nossa saúde mental esteja nessas sanduiches de chicha picada e um pickle (o abençoado de que já aqui falei). É evidente que depois todo um campo de senhores doutores terá de entrar em acção para nos salvar do colesterol, da tensão alta e do excesso de peso, mas vá: com a cabeça a funcionar bem, o resto acabará por ir ao lugar.

Notinha: Estou a brincar, minha gente. Não tenham já dois ou três colapsos porque ainda não ensandeci. Mas lá que o hamburguer me cai que é uma maravilha, cai.

Quixotada sem conteúdo

Perdoem-me, mas tenho de desabafar: estou tão farta de aturar gente estúpida que só me apetece hibernar. E não, não estou a falar dos alunos até porque estes, hoje, deram uma lição de dignidade a uma senhora que precisava de quilos dela.