quinta-feira, 16 de junho de 2016

Trocas e baldrocas

Estamos a poucos dias do início do Verão. Pois bem: hoje vinha comigo no autocarro uma senhora vestida com um casaco de Inverno. E olhem que não parecia nada encalorada ou incomodada com o cobertor que trazia em cima. De facto, estava um vento frio. Talvez não justificasse totalmente tal peça de roupa, mas até se consegue compreender o que passou pela cabeça da senhora quando resolveu vestir aquilo a dezasseis de Junho.

Ontem, ao sair de casa de manhã, chovia. Já havia chovido durante a noite, mas quando saí já era uma chuvinha “molha parvos” que não fazia grande mossa. Entrei no autocarro e cruzei-me com coisas tão estranhas como pessoas de chapéu de chuva na mão, casacos no corpo e sandálias nos pés. Ora, quando percebi que tinha chovido e que parecia bem que continuaria a chover, a primeira coisa que fiz foi proteger os pés. Como ainda não tinha arrumado as minhas botas mais “levezinhas”, calcei-as. Mas devo ser a única que pensa em proteger os pés quando chove. O resto do mundo protege-se com casacos e guarda-chuvas e que se lixem os pés. Sandálias, sabrinas e até chinelos era o que se via nos pezinhos das pessoas com quem me cruzava. E só me perguntava: então e as poças? Só eu é que me cruzo com poças? Bom, parece que sim. Para mim o problema maior desta chuva idiota à beira do Verão é a água badalhoca que fica no chão. Para o resto do pessoal é a aguinha rala que cai do céu. Cada um com os seus problemas. Respeitemos.

Mas antes de ir-me embora, expliquem-me por favor que raio de Primavera foi esta. Continuo a ter de usar camisolas de manga comprida ou meia manga e há dois dias que ando de botas... Estamos a poucos dias de chegar à estação supostamente mais quente do ano, mas a mim parece-me Outono. Já não percebo nada. É verdade que não gosto nada de calor, mas gostava de conseguir perceber alguma coisa disto e, de preferência, de pés ao léu.

terça-feira, 14 de junho de 2016

É triste

A Feira do Livro acabou há um dia e já tenho saudades. Não há dúvida de que Lisboa fica bem mais bonita com aqueles pavilhões coloridos no Parque Eduardo VII. 

Claro que nestes dias em que a Feira esteve aberta ouvi de tudo. Desde o “Ainda não fui lá.”, passando pelo “Tenho muitos livros para ler e por isso este ano não vou.” até ao mítico “Não gosto nada de ler.”. Felizmente, também falei com pessoas que gostam efectivamente de ler e de conhecer novos livros. 

A minha relação com a Feira é já antiga. Normalmente a minha irmã ia lá comigo uma vez e podia trazer um livro. Lembro-me de uma vez em que fui com a minha mãe e uma prima. Era eu tão teenager que comprei... um Nicholas Sparks (vá, gozem). Entretanto fui crescendo e muitas vezes namorei a Feira quase de longe, com pouquíssimos tostões no bolso para lá gastar. Era estudante e isso significava que não tinha rendimentos para gastar em livros. Nessa altura nem tinha muitos livros em casa. Ou melhor: tinha uns quantos, mas não eram as coisas de que mais gostava no mundo. A minha irmã lá me oferecia uns livros de vez em quando. Foi dela que veio O Principezinho e os Diários de Adrian Mole. Facilmente se percebe que foi grande o seu contributo para me transformar numa leitora. Também vi sempre a minha mãe a ler, sobretudo policiais (curiosamente, é coisa que aprecio pouco). O meu pai lê diariamente jornais, mas livros nunca.

E assim fui crescendo até ter o meu próprio dinheiro e poder gastar uns trocos em livros. É dinheiro que não gasto em viagens, em roupa ou noutras coisas. Se calhar se deixasse de comprar livros teria uns trocos valentes, mas não seria a mesma pessoa. Se passasse o período da Feira sem ir lá, não seria MESMO eu. Acho que me sentiria parecida com aqueles que dizem que “não gostam de ler” (a frase mais parva de todos os tempos porque é mais ou menos como dizerem que não gostam de respirar). A Feira não é, para mim, um supermercado de livros a céu aberto. É, sim, uma experiência que gosto de viver anualmente. Gosto de ver as novidades e de estudar as promoções; gosto das barraquinhas com paparoca; gosto dos alfarrabistas; gosto de quase tudo na Feira e é por isso que quando acaba sinto mais ou menos o mesmo que um brasileiro no final do Carnaval. 

É por isso uma pena que eu sinta tudo isto e outros nada sintam. Passam o ano sem saber o que é um livro, sem ler nada que vá além do seu material profissional (ou às vezes nem isso)... Parece-me pouco. Com tantas vidas livrescas que podem caber na nossa vida, é uma pena que se troque isso pelo nada. E tantos que dariam tudo para poder ler e não podem. É triste. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Menina Quer Isto LXX

Hoje termina a Feira do Livro de Lisboa. Fui lá várias vezes, trouxe de lá uma quantidade obscena de livros (já comecei a ler um deles), comi bifanas e gelados, relaxei naquele parque que só visito quando há Feira. Mas, mesmo tendo trazido tantas coisas, houve muitos livros que ficaram por comprar. Na maioria dos casos porque o preço não estava convidativo, mesmo tratando-se da Feira do Livro. Assim, aqui fica o “A Menina Quer Isto Pós-Feira”. A ver se o Natal chega mais cedo e tal... Ora, a menina quer:











Nota: As imagens saíram da página da Wook, como bem se vê.

Tempo parado

Preciso muito, mas mesmo muito que este mês e meio até às férias passe num piscar de olhos. Aliás, gostava mesmo era de me deitar hoje e acordar a um de Agosto. Há um provérbio qualquer sobre o facto de o rabo ser o pior de esfolar e, bem, é um facto. É mesmo o pior. Estes últimos dias de trabalho são os mais difíceis de aguentar e o tempo parece parado. Que terror!

Caudas

Afinal, para que servem as caudas dos gatos? Para manterem o equilíbrio, dirão já alguns. Pois, não sei... Cá para mim é só mesmo para os donos saberem sempre onde estão escondidos.


domingo, 12 de junho de 2016

Manias estranhas

Numa das idas à Feira do Livro de Lisboa assisti ao seguinte diálogo entre uma jovem adulta e o vendedor de uma das editoras representadas no evento:

Jovem: Tem o livro ... ? (Não ouvi bem o título que ela referiu.)

O vendedor responde-lhe que sim e, antes de estender-lhe um exemplar, ela pergunta quanto custa.

Vendedor: Doze euros.

Jovem: E quantas páginas tem?

Vendedor: Quinhentas e trinta e seis. Mas pode ver.

Estende, então, o livro à jovem, que fica a folheá-lo. Aqui já eu fingia observar um livro qualquer para ver em que culminaria aquele interrogatório a partir do qual ela parecia avaliar o preço do livro pelo número de páginas. Até que ela atira a pergunta mais tonta de sempre feita por alguém interessado em comprar um livro a alguém que quer vendê-lo:

Jovem: Sabe como é que acaba o livro?

Vendedor (meio atónito): Não sei...

Admito que me ri um bocadinho. Parecia uma conversa de tontos. Geralmente o fim dos livros é mesmo aquilo que queremos manter em segredo até chegarmos lá. Mas para aquela menina, a decisão de comprar ou não tal volume dependia de três factores: o preço, o número de páginas e o final. Provavelmente se me contassem o final de alguns livros eu já não os comprava, mas aparentemente há quem pense de outra forma. A menina lá levou o livro e chegará (se é que não chegou já) o momento em que conhecerá por ela mesma o final da história. Não é esse mesmo o objectivo dos livros?

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A Feira do Livro de Lisboa - Partes III e IV

Bom, desde a última quixotada sobre a Feira do Livro de Lisboa já lá voltei duas vezes: uma sozinha na tarde de sexta-feira e uma com o moço ontem à tarde. E que dizer? Há uma coisa que não revelo nem sob tortura que é o número de livros que já comprei na Feira deste ano porque é... Um número muito jeitoso. Mas posso atirar mais umas postas de pescada sobre o tema.

1. Depois de ter constatado que os pavilhões da Babel nunca me viam a cor ao dinheiro por serem os primeiros e por eu pensar sempre “depois já cá volto”, resolvi, na sexta-feira, iniciar a Feira ao contrário. Comecei pelos alfarrabistas e fui subindo. E não é que resultou? Quando cheguei à Babel vi como livros do dia os volumes da História de Portugal do Veríssimo Serrão e como só tínhamos até ao décimo segundo volume, lá vieram os seis que faltavam (a colecção é do moço e ele pediu-me para lhos trazer). De caminho veio também um Frankenstein e um Assim Falava Zaratustra a preço de livro do dia porque gastei tanto no pavilhão que a supervisora permitiu que me fosse feito esse miminho. Ainda me ofereceram marcadores e uns seis livrinhos de uma coleção gira da Babel. Foram impecáveis. 



2. Mantenho a sensação de que na sua maioria os descontos estão muito fraquinhos. Em vários livros vi descontos de três ou quatro euros e isso, para mim, não é o espírito da Feira do Livro. Mesmo os livros do dia em vários pavilhões não chegavam a ter um desconto por aí além. Claro, arranjou-se uma ou outra pechincha, mas ficaram por lá muitos livros porreiros precisamente por serem ridiculamente caros mesmo depois de lhes ser aplicado o desconto.

3. As esplanadas e os espaços dedicados à alimentação estão ali muito bem. Por exemplo, ontem chegámos à Feira e havia gente que nunca mais acabava. Subimos até à praça Leya e sentámo-nos na esplanada a beber uma cervejita. Quando nos levantámos já havia menos gente e aquela pausazinha soube-nos muito bem.

4. Consegui alguns livros que queria a preços mais convidativos (mesmo achando que ainda ficaram carotes). Exemplo disso é a Autobiografia de Thomas Bernhard que custa perto de trinta euros e veio por dezasseis euros e oitenta. Ainda é caro, bem sei, mas ou era isso ou nunca teria o livro.


5. Este ano a organização da Feira percebeu, finalmente, que a Feira sem multibanco era um verdadeiro DISPARATE e, portanto, colocou duas caixas, uma na entrada do primeiro corredor (o dos alfarrabistas) e outra no cimo do primeiro corredor (do lado da Relógio D’Água). Tendo em consideração que muitas das roulotes de produtos alimentares só aceita pagamentos em dinheiro, era coisa que fazia mesmo falta. 

6. Na Aletheia escolhi um livro e a menina que me atendeu tirou lá de dentro um exemplar que colocou num saco. Não vi o livro a não ser em casa e, nesse momento, entrei em ponto de ebulição, pois tive o desprazer de ver que na contracapa, numa parte branca, alguém tinha escrito uma espécie de código a caneta. Já estava a ponderar escrever um email dos bons à editora quando me lembrei de passar álcool na contracapa. Felizmente, aquilo saiu, mas não deixou de causar má impressão, até porque a funcionária viu o exemplar, virou-o para ver se a parte de trás estava também em bom estado. É difícil que não tenha visto que o livro estava escrito a caneta. Enfim, fica a atitude e o lamento de quem já comprou muitas coisas à Aletheia e que agora se sente decepcionada. Já agora, o livro foi este:


7. Consegui a metade do preço um livro que nunca pensei vir a comprar, mas li o início e fiquei interessada. Trouxe, então, para casa o Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie. Parece-me porreiro. Foi das poucas coisas que consegui comprar na Leya. Odeio a praça Leya desde que ela foi inventada ainda antes de existirem outras parecidas. Parece um mundo à parte e um mundo muito claustrofóbico. Além disso, os descontos também não são espectaculares, tirando algumas oportunidades como esta.


8. Anos depois chegam, finalmente, cá a casa os Contos de São Petersburgo, de Gogol. Aleluia!


9. Bem como o livro O Tempo das Criadas, da Tinta-da-China (aquela editora de onde apetece levar tudo, mas isso implicaria ficar sem carteira, basicamente). Apanhei-o como livro do dia e o preço até ficou mais simpático (podia ter ficado mais...).


E assim foi a minha feira em 2016. Espero não voltar lá mais porque se voltar tenho de assaltar um banco. Foi porreira, mas saiu-me cara. Ficam muitos livros por apresentar, mas já dá para terem uma ideia da loucura que foi. Para o ano há mais, com mais estantes disponíveis, espero. Ah, a maioria das imagens saiu, como bem se vê, da página da Wook.

domingo, 5 de junho de 2016

O relógio satânico

A minha vizinha de baixo (acho que já vos falei dela: fala ao telefone de maneira a ser ouvida em Viana do Castelo e assiste em decibéis pouco recomendáveis aos programas da SIC com videntes) é uma senhora velhita que deve ouvir mal (mas que espirra de maneira a que todos a escutem e tremam com isso). Com certeza devia achar que ter o telefone a tocar num som bem elevado às sete da manhã, que falar ao telemóvel aos gritos e que assistir às tarólogas da TV com a televisão no máximo não era suficiente. Vai daí e arranjou uma m**** capaz de arruinar a paciência a um santo e de pôr uma pessoa a ter ideias violentas: a minha querida vizinha de baixo arranjou uma porcaria de um relógio de pêndulo. 

Ou seja: a horas certas sou brindada com uma música e as respectivas badaladas logo de seguida. Às meias horas só recebo a musiquinha. Imaginem um prédio em silêncio de noite em que, subitamente, parece que vos estão a chamar para as Avé-Marias através do sino da igreja. É mais ou menos o que sinto. Até dou por mim a contar badaladas para saber as horas quando, na realidade, devia estar a dormir!

Eu pergunto-me quem é que hoje, século XXI, acha porreiro ter em casa um causador de chinfrineira a horas certas. Aquilo nem sequer é muito bonito (se bem que nunca lhe vi o relógio). Ficava bem nos filmes do Poirot, mas custa-me a crer que fique bem numa casa dos arredores de Lisboa e programadinho para tocar com pontualidade britânica. 

Portanto agora acordo com uma musiquinha e badaladas, depois a senhora recebe uma chamada e grita para o telefone enquanto liga a TV e vê a taróloga (ou suas aprendizes que só dizem disparates como aquela que deu uns belos conselhos a uma alegada vítima de violência doméstica) aos gritos, espirrando bem alto de vez em quando para quebrar este “silêncio" todo.


Nota: Não sei como é o relógio da vizinha, mas eu imagino-o assim. A imagem saiu daqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Com companhia sabe melhor

Corrigir testes (ou mesmo visitar o blogue) sabe melhor com companhia. Mesmo que a companhia esteja a dormir enquanto eu faço coisas...


terça-feira, 31 de maio de 2016

Feira do Livro de Lisboa 2016 - Parte II

1. Devo funcionar ao contrário das outras pessoas porque para mim os primeiros pavilhões que visito (calha serem sempre os da Babel) nunca vêem dinheiro meu. É que estou acabadinha de chegar à Feira e ainda com muito para ver e muitas decisões para tomar. Por isso depois penso "Já cá volto quando estiver para ir embora."  Acho que nunca voltei. Normalmente só me sinto a acordar quando chego ali à Antígona. Antes disso fico parola e não abro os cordões à bolsa.

2. Para ter 20% de desconto em livros, espero pelas promoções das livrarias e não pela Feira do Livro. Mas a maioria das editoras está com descontos deste tipo, o que chateia um bocadinho porque parece que nem muda nada. É um facto que as editoras não são a Santa Casa da Misericórdia e que o papel delas é publicar e vender para eu comprar. Ainda assim há livros estupidamente caros que, honestamente, poucos devem comprar sem descontos ou com descontos mínimos. E se alguns até justificam mais ou menos o preço, outros nem por isso... Mas seria outra conversa que não teremos agora. 

3. As sessões de autógrafos... Ah, as sessões de autógrafos! As únicas vezes que me prantei numa fila para ter livros autografados foi por causa do José Saramago. E acho que só mesmo um grande autor me fará voltar a fazer isso. Ir autografar um livro de receitas sobre massas parece-me muito desinteressante. No entanto há quem o faça. Lá saberão. 

4. Ainda sobre sessões de autógrafos: hoje estava na Feira a cartomante da Sic. Meus caros, meia hora depois do horário previsto para a sessão, passei perto do pavilhão da editora que publica os livros dela e não a vi sentadinha na cadeira. Mas a fila... Senhores, a fila era brutal! Nos altifalantes anunciava-se uma sessão de autógrafos exotérica e eu pensava "Que disparate tão grande." Pois olhem, aquela senhora hoje vendeu que se fartou e deu bem à mão. Gostos não se discutem, mas são bastante questionáveis, diga-se. 

5. Todos os anos deliro com o pavilhão do El Corte Inglés. Este ano a simpatia não abunda e, como já fui duas vezes, já fiz a prova e a contra-prova. Noutros anos a simpatia era tanta que aquela gente vendia-me o que quisesse. Este ano nem sequer me impingiram um Quixote! É grave. 

6. As bifanas da roulote que está acima da Praça Leya são para lá de boas.

7. Como alguém comentou neste blogue, os livros da Tinta-da-China são um deleite para as vistas. Mas são caros como tudo. Ando embeiçada por um livro pequenino que custa, sem desconto, mais de dezoito euros. Explicava-me hoje a senhora do pavilhão que aquele tipo de edições tem um custo de produção muito grande. Acredito. Não se consegue a qualidade gráfica que tais livros têm sem se abrir os cordões à bolsa. Ainda assim pergunto-me se não seria possível tornar a coisa mais acessível. Não sei até que ponto isto dos preços altos não é já uma espécie de imagem de marca da editora.

8. O pavilhão da Aletheia, um daqueles que noutras alturas me aqueceu muito o coração, está desarrumadíssimo. Aquilo está muito pouco apetitoso e é pena. Mas cada um sabe que estratégia adopta e eu sei a que pavilhões devo ir.

9. Não fotografei as compras de hoje, mas vieram comigo:






Dá raiva II

As nossas malas (carteiras para alguns) enchem-me de nervos. Andam sempre cheias, vamos enfiando para lá tudo e mais alguma coisa e, claro, depois nunca encontramos o que queremos. Mas além dessa desgraça, que seria suficiente, sãi raras (ou eu tenho muito azar) as malas com fecho que conseguimos fechar apenas com uma mão. Se abrirmos um pouco do fecho é fácil, mas se o abrirmos todo... Pronto, pára tudo!!! Larga tudo o que tens na mão e concentra todos os teus esforços em fechar a mala. Ainda agora fui ao multibanco e, entre cartões e talões, fechar a mala parecia tarefa hercúlea, até porque trago sempre uma outra pasta comigo e portanto tenho sempre as mãos ocupadas. 

Que raiva!

Dá raiva

A raiva que dá ver-se ser livro do dia um livro que se quer há uns seis anos, precisamente numa data em que não se consegue passar pela Feira do Livro. Grrrrrrrr...

domingo, 29 de maio de 2016

Assim dá (quase) gosto!

Ontem compramos uma mesinha pequenina e duas cadeiras de madeira, daquelas que podem estar em jardins, e colocámo-las na varanda, junto às janelas. Portanto, agora posso corrigir testes com vista para a rua e podemos fazer refeições a levar com a brisa na cara, o que é bem bom. Já tomei o pequeno-almoço aqui e agora vou atirar-me à correção de testes. Não posso dizer que assim dê mesmo gosto porque corrigir testes (ainda para mais de Português) é o HORROR, mas vá, ficou ligeiramente mais agradável.

Potencialidades de um ovo Kinder

Ora bem, neste momento muitos lamberão gulosamente os beiços e pensarão que a única possibilidade de um ovo Kinder é mesmo a de devorar aquele chocolate espectacular. Porém, meus caros, para quem tem felinos em casa, existe uma possibilidade que é para lá de fabulosa. Estão a ver o ovinho amarelo de plástico onde vem a surpresa? Pois bem, depois de vocês se regalarem com aquele chocolate de leite que veio dos céus (e só vocês porque os gatos não podem comer chocolate), retirem a surpresa e ofereçam a bolita aos gatos. Até podem pôr dois ou três feijões lá dentro para aquilo fazer barulho e terão gatos entretidos durante horas. Diria mesmo que loucos. A Lady Gatinha perdeu toda a compostura e entregou-se à loucura do ovo Kinder. Depois de eu me ter chegado primeiro ao chocolate, claro...

sábado, 28 de maio de 2016

Feira do Livro de Lisboa 2016 - Parte I

Ontem lá fui eu à Feira. Normalmente faça primeira visita sozinha para ver como param as modas, mas o moço lá foi comigo e pronto: foi um belo serão. Viémos carregados (ainda assim um pouco menos do que no ano passado, parece-me), mas carregados. Claro que tenciono voltar para ver melhor duas ou três coisas que não vi como gostaria. Entretanto ficam com as fotos do que eu trouxe e com a informação de que se tencionam ir à Feira comprar algum tipo de novidade, preparem-se para pagá-la como pagariam em qualquer livraria com dez porcento de desconto. Nas novidades nem vale a pena tocar na Feira. No entanto há outras boas oportunidades, como os livros manuseados da Antígona, o leve 4 e pague 3 da Tinta-da-China, os livros do dia da Bizâncio e as suas BD's, as oportunidades na Relógio D'Água... Procurando bem encontra-se sempre algo que valha a pena. Eu encontrei isto:






E pronto, foi isto. Na próxima semana devo dar lá outro pulinho para espreitar com atenção dois ou três livros que me ficaram entaladitos na vontade.