segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Assim vale a pena

Hoje um aluno meu disse-me o que vai receber no aniversário. Resumindo: se somarmos o valor de todas as prendas que receberá, este deve ascender ao valor do meu ordenado. Mais ainda: ele faz anos, mas o irmão também receberá um ipad. Que tal? Assim vale a pena, não é?

domingo, 9 de dezembro de 2012

Escrita post mortem

Já me haviam referido a existência de um disparate na contracapa de Os Buddenbrook, de Thomas Mann, mas nunca tinha reparado em nada. Hoje, olhando distraída para as palavras impressas em fundo escuro, saltou-me aos olhos a tal tontice. Está lá escrito que «Thomas Mann iniciou a escrita do seu primeiro romance - Os Budenbrook - em 1986, com apenas 21 anos de idade, terminando-o cinco anos mais tarde.»
 
Ora bem, Thomas Mann nasceu em 1875 e morreu em 1955, tendo ganho o Prémio Nobel em 1929. Assim, a menos que tenha escrito a sua primeira obra no outro mundo, acho difícil que tenha iniciado a escrita deste enorme romance um ano depois de eu nascer e muito depois de receber o referido prémio (entregue pela sua obra, algo impossível se a data da contracapa estivesse correta). Aliás, lendo a badana do próprio livro encontramos outras informações, já que é dito que publicou Os Budenbrook em 1901. Portanto não sei no que estavam a pensar quando colocaram em lugar de destaque uma data tão impossível quanto 1986.
 
Gralhas podem sempre passar, por muita revisão que se faça e, no texto, todos fechamos os olhos a uma ou outra. Mas quando estas se encontram na capa ou quando aparecem em quantidade difícil de admitir, surge invariavelmente a questão: como é que ninguém deu por nada? Há gralhas em capas que já se tornaram famosas. Porém, antes de o serem, podem tornar-se uma dor de cabeça para os responsáveis pelo livro. Para o leitor, dependendo de onde as encontramos e da quantidade em que surgem, podem ser motivo de riso ou de valente aborrecimento. Geralmente tornam-se na segunda hipótese.

Frio

E o frio que se está a pôr?... Nem corrigir testes me aquece!

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Menina Quer Isto XXX

A menina anda numa de querer actualizar-se no que à História pátria (e não só) diz respeito. No outro dia, cruzei-me com estes dois volumes numa livraria e quase lhes propus casamento. Principalmente ao segundo volume, que nisto da História lambo-me toda por um bom século XVIII e um não menos cheio século XIX. Por isso a menina gostava muito de ter isto.
 
Pai Natal, sê um bom menino e carrega o trenó com estes dois amores. De caminho, traz-me também um pato como o do anúncio de Natal da TMN que eu julgo estar apaixonada por ele.
 
Agradecidíssima.


Como isto anda

Ando há dias com qualquer coisa para dizer aqui no blogue. Porém, quando estou à frente do computador nunca me lembro de nada e "varre-se-me" tudo. Esta memória está uma pálida sombra daquilo que já foi. Como isto anda...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Uma tareia na autoajuda

Bruno Vieira Amaral, na revista Ler deste mês, escreve uma coluna que é uma boa tareia nos livros de autoajuda. E como o espancamento é precisamente num tipo de livros que abomino e pelo qual não tenho qualquer respeito, cá vão alguns excertos das palavras deste colaborador da Ler. Diz ele que «[...] para milhões de leitores em todo o mundo o conceito de "autoajuda"não merece dúvidas: é o caminho mais rápido para a felicidade e para a realização pessoal.». Sim, será mesmo essa a definição. Para muitos é uma espécie de manual que ensina a saber viver e essa é uma das razões pelas quais não tenho consideração por estes textos. Quem ensinou o modo de viver perfeito aos autores para que estes sintam que devem ensinar os outros? Pois. Mas adiante.
 
Diz, portanto, Bruno Viera Amaral que estes livros, na cabeça de muitos, servem para aprendermos a ser felizes. E acrescenta logo de seguida: «O facto de implicar a passagem pelo atalho da má literatura é um preço que pagam alegremente. Afinal, o que são 200 páginas de banalidades mal escritas, recheadas de senso comum, empreendedorismo sorridente ou sabedoria oriental instantânea, quando, no fim, podemos encontrar o nosso lugar no mundo e um arsenal ilimitado de palermices para consolarmos um amigo recém-divorciado?». Pena é que tantos digam um sonoro «Amén» a estas doideiras todas e não vejam como a maioria delas consegue ser ridícula. Não são mais do de uma porção de frases ocas coladas umas às outras e que bem espremidas não dão nada. Literariamente também são livros que não valem nada, baseando-se em frases pomposas cheias de lugares-comuns. É precisamente falando do mérito literário destas obras que Bruno Vieira Amaral conclui o texto. Assim, diz que «Quanto aos méritos literários, ficamos pela opinião de outro escritor: "É uma leitura adequada para pessoas que sofrem de uma obliteração quase completa das faculdades mentais.». Não queria ser indelicada para com quem lê os livros de autoajuda, mas... Aplaudo esta definição e assino por baixo.

É Nataaaaaaal!

E pronto: já há um presente sob a minha [este ano] gigantesca árvore de Natal. A Popota já berra na televisão em todos os intervalos, o tempo está cinzento chumbo e, na escola, estamos quase, quase, quase a despachar a miudagem para o reino encantado da filhó e do coscorão. Ah, o Natal é tão estupidamente lindo!
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A armadilha

Li este texto agora e quem me dera tê-lo escrito. É tão tristemente verdadeito e sincero. Dói e leva-me à costumeira culpa por cada cêntimo mal gasto num país onde existe fome, fome a sério e de tudo o que faz muita falta. Por outro lado, esses cêntimos «mal gastos» ajudam alguns negócios a sobreviver e se deixamos de comprar livros, CD's, de ir a espectáculos ou de comprar um chocolate só porque sim, outros também passarão mal. E assim vamos, metidos no meio de uma armadilha que não sabemos para onde nos vai empurrar.

A Menina Quer Isto XXIX

Hoje a menina, enquanto dava umas voltinhas na Worten para dar tempo à revelação de umas fotografias, topou com este livro. Não é, certamente, o livro de História mais completo do mundo (nem tem tamanho para isso), mas parece um bom ponto de partida para conhecer em traços largos coisas que desconheço totalmente. Assim, a menina pede isto ao Pai Natal, acrescentando que se portou bem o ano todo. Todinho, todinho!
 
 
Notinha: A imagem saiu da página da Wook.

«Que não se muda já como soía»

Não sei por que motivo as superfícies comerciais que vendem material escolar procuram ter disponíveis mochilas para meninas. Basta olhar para o portão de uma escola à hora da entrada para se perceber que uma parte significativa das meninas do terceiro ciclo e do secundário não usa nada disso. Andam com os livros debaixo do braço e levam ao ombro uma mala «de senhora» mais jeitosa do que a minha!
 
Percebi isso hoje enquanto esperava pelo autocarro. Diante de uma escola ia vendo o desfile que antecede a entrada e, minha gente, foi o suficiente para perceber como param as modas na Bershka e lojas similares. Lembrei-me de que também eu fui uma peneirenta de primeira, totalmente alérgica a casacos e capaz de passar um dia de Inverno rigoroso com apenas duas camisolas em cima do pêlo. E o melhor é que não tinha frio nenhum. Quanto à mochila, usei-a até ao secundário. Depois habituei-me à moda do «livro à chuva» e ainda hoje estou para saber como raio acartava sob a asa o caderno e os quatro livros de que precisava para um dia normal de aulas. Mistérios... A mochila só ia comigo de vez em quando. No décimo ano ainda me fez companhia, mas no ano seguinte dei-lhe folga e só a deixava sair em dias de visita de estudo. Como eu havia muitas mais meninas, por isso não me admira que hoje a situação esteja na mesma. Bem, na mesma não: eu levava os cadernos debaixo do braço e não usava mala jeitosa nenhuma. Já estas meninas que agora vejo coordenam a malufa com o resto da roupinha. Nunca cheguei a tanto, felizmente, até porque detesto malas e já na altura detestava. Tanto por este ódio por malas quanto pela indumentária das meninas só posso concluir que há mesmo coisas que nunca mudam.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Basta crescer

Adoro quando os miúdos me perguntam como consigo saber de cor todos os tempos verbais simples e compostos da nossa bela língua. Ficam tão admirados que parece que me acham um extraterrestre caído de uma nave espacial. Não adianta explicar-lhes que é a minha obrigação saber os verbos e as orações que para eles é igual ao litro: decorar estas coisas é uma capacidade acima das capacidades humanas que nunca conseguirão compreender. Mas não deixo de achar piada porque aquilo que eles vêem como colossal é pouco para mim e um dia também eles perceberão isso. Basta crescerem.

Retorno

Este blogue anda pela hora da morte. A sua dona adoeceu e, pelo meio da sua má disposição, a última coisa que lhe apetecia era vir escrever, como é óbvio. A verdade é que já estou melhor, mas ainda não estou bem, por isso perdoem-me se o blogue não retomar a sua habitual actividade já hoje. Mas vou tentar!
 
Fiquem desse lado que eu voltarei.

Dificuldades linguísticas

Ontem apreciei esta maravilhosa conversa:
 
- Mandaste-me mensagem?
 
- Ya, para irmos ao Mac.
 
- Mas mandaste para o Face?
 
- Ya.
 
- Olha, vem aí o  [não me recordo do nome] cheio de pausa!
 
Gente, falai como deve ser. Assim torna-se difícil seguir as conversas alheias, pá!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Justificação

Ando desaparecida, mas justifico-me já. No sábado, depois de uma quixotada em que fazia uma festa por ser finalmente sábado, fiquei doente e tenho estado de molho desde então. Nunca mais comemoro fim-de-semana nenhum. Bolas...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Facto bom

Hoje é sábado! Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!