quinta-feira, 17 de abril de 2014

Manhã felinamente natalícia

Desde que se mudou para cá um gato, o meu dia começa com cheiro a ração, com a limpeza da caixa de areia e com o encher da tacinha da água. Dia sim dia não a rotina envolve também fazer o gato lamber um composto que o ajuda a não ter bolas de pelo. Felizmente ele gosta e a coisa corre bem.
 
Ora, esta bola de pelo nem é muito comilona, mas nem por isso abdica do seu quinhão diário de ração e de uma saqueta húmida ao Domingo. Desde que fez o desmame que come a comida da Royal Canin e, como era isso que comia antes de eu o trazer para casa, é nisso que continua. Quem já é conhecedor destas coisas saberá que existem, na comida para animais, as rações de gama alta e as outras. A Royal Canin, bem como a Hill's, são algumas das primeiras e, bom, como tudo o que tem qualidade, fazem pagar-se bem. Mas, enfim, sabendo que uma ração de qualidade pode fazer milagres pela saúde do bicho, faz-se o esforço. O problema é que nas lojas de animais, um saco de quatro quilos de ração seca ultrapassa os quarenta euros e, sei-o agora, aguenta-se durante dois meses e uns três ou quatro dias. Se não existisse outra solução, bem que tinha de ir suportando o gasto enquanto pudesse. Felizmente, um amigo do meu moço falou-nos da Tiendanimal, uma loja online de comida e utensílios para animais domésticos. Os preços são de cair para o lado. Um saco de quatro quilos de ração Kitten da Royal Canin custa nesse sítio menos vinte euros do que numa loja física em Portugal. Faz toda a diferença. E se fizermos compras acima de um determinado valor (não me recordo de qual), os portes são gratuitos. E como a nossa encomenda ultrapassou os sessenta e nove euros (fizemos por isso, ao comprar um ratinho de borracha extra), ainda recebemos de oferta uma caixa de transporte para o mafarrico peludo. Para ele a manhã de hoje foi de Natal. O tonto parecia saber que aquilo era tudo para ele. Abotoou-se ao rato como se o mundo estivesse perto do fim e não parou de se atirar para a muita comida que já tem para os próximos meses. Enfim, se quiserem reduzir um pouco os gastos com os vossos animais, aconselho a Tiendanimal. A entrega correu bem, chegou tudo inteirinho e em excelentes condições e, claro, o preço foi metade do que teria sido noutro lugar.

Obras

Hoje, por misericórdia divina, não trabalho. Estou, portanto, na caminha. E perguntam vocês: e por que raio estás tu na cama a escrever uma quixotada? Nada mais simples de responder: porque neste prédio fazer obras virou moda, independentemente da hora ou do dia. Chega a ser espantosa a quantidade de papéis que aparecem nos elevadores a informar do início de novas obras. Há um na entrada do prédio que informa que "no dia dezassete de fevereiro iniciar-se-ão obras" no apartamento tal tal. A coisa é de tal forma aborrecida e demorada que alguém, na semana passada, acrescentou à mão nesse mesmo papel a exclamativa frase "Já não se aguenta!"  Pois não, claro que não. Façam obras à vontade que eu acho muito bem. Quem trabalha no ramo precisa de ganhar uns trocos. Mas, por favor, esperem pelas nove horas para dar início aos trabalhos. É que com tanto barulho, um dia de lazer passa a assemelhar-se bastante a um dia de trabalho. Só me falta ouvir garotos aos berros para me sentir a trabalhar. Caramba!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os Peixes Também Sabem Cantar

Sem saber que era do mesmo autor de O Sino da Islândia, que tenho na fila para uma leitura atenta, comprei este Os Peixes Também Sabem Cantar, do Prémio Nobel da Literatura Halldór Laxness. Gostei da sinopse, mas gostei principalmente do início do livro. Já aqui disse que as primeiras frases me levam tanto a comprar um livro (ou mais) que o resumo da contracapa. Uma boa primeira frase é tudo. Lembro-me de que foi pelo início de O Grande Gatsby que primeiramente me apaixonei por ele. Acredito que seja cruelmente difícil escrever um primeiro parágrafo que automaticamente leve o leitor a sentir-se obrigado a levar o livro para casa, mas, felizmente, há quem o consiga. Há escritores excepcionais, com um domínio invejável da palavra e das estratégias narrativas que conseguem com meia dúzia de palavras colar os leitores às páginas dos seus livros. Adoraria ter esse dom, nem que um pouco mais modesto, mas não fui fadada para incursões literárias e muito menos para bons começos. Tristeza.
 
Deixo-vos o início do livro.
 
«Um sábio disse uma vez que, para além de perder a mãe, não há nada mais saudável para uma criança do que perder o pai. Embora, com toda a franqueza, eu jamais pudesse subscrever semelhante afirmação, seria a última pessoa a rejeitá-la liminarmente. Naquilo que me diz respeito, se enunciasse uma doutrina do género, esta não denotaria qualquer vestígio de amargura em relação ao mundo, ou, melhor dito, não traria consigo a mágoa que implica o mero som destas palavras.»
 
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Como disseste?!

Após quase três meses de aulas a ensinar Os Lusíadas a uma turma do nono ano, hoje, realizando exercícios numa aula extra de preparação para exame, a pergunta a responder era "Quem é o herói d'Os Lusíadas?".

Preparei-me para a resposta obviamente correcta que viria de lá e até me recostei na cadeira distraidamente. A pergunta era de resposta tão fácil ao fim de tanto tempo de epopeia camoniana que metia nojo. Pois lá veio resposta, completa e tudo: "O herói de Os Lusíadas é Ulisses."

Até me engasguei. Como? Quem? Os Lusíadas? OS LUSÍADAS??? Os descendentes de Luso? Os que partiram da "ocidental praia lusitana"? GOD!

Respondi: "Não, querida, o Ulisses tem uma epopeia só para ele. Esta é nossa: é do povo lusitano. Daí o nome que tem...". A menina olhou para mim com um misto de embaraço e de riso. Eu, por meu lado, hiperventilei e soltei uns palavrões mentais. Caramba, o herói de Os Lusíadas é daquelas coisas que toda a gente sabe, principalmente gente que vai a exame nacional daqui a dois meses. Estou bem tramada, estou...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

«Star Quality»

A sério que as pessoas que vão aos programas «caça talentos» acreditam mesmo que vão conseguir uma carreira artística a nível nacional e internacional? Mas a sério?!

Há bocado estava de televisão ligada e ouvi um anúncio ao programa da RTP «The Voice» (ou coisa que o valha). Lá vinha a vozinha que dizia que se procurava o novo talento para uma carreira nacional ou internacional. Ora, enquanto arrumava a cozinha, ia pensando nisso e digam-me lá vocês: de todos os «Ídolos», «Operações Triunfo» e coisas que tais, quantas carreiras internacionais nasceram? Pior: quantas carreiras (dignas desse nome) tiveram início? Contam-se pelos dedos de uma mão e julgo que sobram dedos...
 
Portanto não percebo para quê alimentar ideias de grandeza que, sinceramente, não se concretizam. As pessoas que têm talento para cantar e dançar procuram todas as formas de vingar num meio que, na maior parte das vezes, valoriza mais o aspecto físico do que a qualidade da voz e o jeito para cantar. E por cá isso é flagrante: quem não se recorda de, nos «Ídolos», os membros do júri dizerem a uma miúda gira «Tens star quality.». Por acaso a Susan Boyle tinha aspecto de artista jeitosa que é um deleite para a vista? Mas tinha ou não tinha uma voz do caneco? Ah, pois... Mas nós gostamos de ver gente gira e morra o resto.
 
Assim, respeito quem recorre a estes programas na esperança de ver o seu talento reconhecido, mas lamento que muitos partam a acreditar numa oportunidade que não surgirá. Nunca surgiu e não me parece que seja agora. Já ouvimos tantas vozes boas, já vimos uma Luciana Abreu mostrar um vozeirão que nunca mais acaba e depois andar por aí, a fazer isto e aquilo, mas nada que possa configurar na categoria de carreira internacional. Façam, portanto, os programas que quiserem e concorra a eles quem assim desejar, mas não se iludam com subidas súbitas aos mais altos patamares da fama que para esse peditório, parece-me, Portugal ainda não dá.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sê bem-vindo!

 
Pelo que percebi, o livro novo só chegava hoje às livrarias. Bom, encomendei-o no sábado em pré-venda e chegou esta manhã. Está, por isso, fresquinho, fresquinho. Tanto que o gato já tomou posse, como bem se pode perceber. Juntamente com o livro veio um pequeno livro com dois contos do mesmo autor, escritos a propósito de algumas das personagens destes novo romance. Obaaaa, um livrinho novo! E do João Tordo! Duplo oba!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Desabafo cansado

Honestamente, quando verifico que existem pais que resolvem os trabalhos de casa pelos filhos e que nem se dão ao trabalho de disfarçar a letra para que os professores não saibam que não foram os alunos a realizá-los, só me apetece perguntar o que raio terão esses adultos na cabeça. Algum aluno é ajudado ou aprende mais se for a mãe ou o pai a fazer-lhe o trabalho? Pode ter melhor nota? Pode, se o professor não se aperceber da fraude, mas em que é que essa melhor nota é real e em que é que ajuda a criança? Em nada, está claro. 

E portanto é isto. Para além de tudo o que já se atura, ainda temos estas falcatruas com as quais temos de saber lidar de forma "diplomática". Não chegam os filhos e vêm também os pais dar um ar da graça. Que profissão horrível!

sábado, 22 de março de 2014

O risoto

Confesso que sempre achei que o risoto era daquelas receitas só possíveis às mãos dos génios da cozinha. Bom, não me considero um e hoje fiz risoto de cogumelos frescos e cenoura. E bem bom que ficou! Não quero ser convencida, mas... No ponto! Obaaaaa!


quinta-feira, 20 de março de 2014

Do famigerado Festival da Canção

O Festival da Canção já foi há uns dias, mas só agora recuperei do choque e por isso só agora falarei no assunto. Em primeiro lugar, importa dizer que para fazer tamanha caca, valia mais estar quieto e poupar o dinheirinho que um programa assim ainda custa. Para sair dali uma Susy que vai representar o país com uma música pimba e cuja letra não faz sentido, valia muito mais terem passado os serões que ocuparam com o festival a passar programas sobre tricô. Mas, enfim, lá vamos caindo no mesmo erro e lá vamos nós quais cordeirinhos para o matadouro da Eurovisão. Honestamente, aquela música não será pior do que outras que por lá aparecerão noutras línguas e de outros países, mas isso não abona nada em favor dela. Pelo contrário. Em vez de tentarmos ser melhores, conseguimos sempre ir piorando e piorando...

Quando soube de tudo isto, encontrei uma grande ironia nesta situação. Em Portugal, as músicas do Festival da Canção (e, depois, da Eurovisão) já significaram bastante, já tiveram significados ocultos quando nem tudo se podia dizer. Em tempos passados, tivemos Simone de Oliveira a cantar que "quem faz um filho fá-lo por gosto", escandalizando o portugalzinho de então. Uma das músicas cantadas no festival foi SENHA PARA A NOSSA REVOLUÇÃO. Muitos de nós nem sequer éramos nascidos quando algumas das melhores canções por lá passaram, mas conhecêmo-las e reconhecêmo-las com carinho porque fizeram sentido na altura em que nasceram e porque tinham força. Eram bem escritas, bem tocadas e queriam efectivamente dizer alguma coisa. Agora o que temos é alguém meio despido a dizer "quero ser tua como a lua é do luar" (sic). Imaginem só, mas imaginem mesmo que o 25 de Abril era amanhã e que a senha para o início da revolução era esta pérola... Cá para mim já nem avançavam os militares: limitar-se-iam a desligar os rádios.

A Menina Quer Isto XLVI

Oh my god, oh my god, oh my god!!! Vem aí o novo livro do João Tordo e ainda por cima numa editora de que gosto bastante! Estou em pulgas para ter este livro na minha estante, mas neste momento só ainda está em pré-venda. Parece que se o mandar vir pela Fnac Online, recebo ainda dois contos do mesmo autor. Estou tentada. Estou muito tentada...


segunda-feira, 17 de março de 2014

Dos amorzinhos

Hoje o senhor gatito foi ao veterinário para levar a última vacina do ano (agora só em Janeiro, amén!). Porém, começa a parecer-me que não posso ir a lado nenhum sem que este bicho me consuma uns valentes euros da carteira. Ora, além da consulta e da vacina (já nada baratas), tive de pagar uma bisnaga de uma coisa qualquer que ele deve tomar para evitar as bolas de pelo e, a cereja no topo do bolo, o coisito que podem ver na foto. E o que é aquilo? Uma espécie de pente para escovar o bicho e mandar desta para melhor o muito pelo morto que ele traz consigo. A veterinária passou com ele uma vez no lombo do bicho e convenceu-me. Já esperava que a coisa fosse cara, por isso lá foram mais uns valentes euros para evitar que o ar cá de casa fique empestado com pelo de gato.
 
Fico parva com tudo o que existe para animais e como muitas destas coisas se vendem porque os donos têm um medo que se pelam de ter animais infelizes ou que não se sentem bem. Acho que é uma questão psicológica, meio parecida com a que leva os pais a fazerem loucuras pelos filhos (com as devidas distâncias, claro). A verdade é que este gato tem tido tudo e teve uma sorte dos diabos por calhar com dois doidos que se apaixonaram por ele assim que souberam que existia. E, assim, amanhã lá vou eu tirar-lhe de cima mais umas gramas de pelo velho. Ai amor, amor, a quanto obrigas!...
 
 

domingo, 16 de março de 2014

Lendo...

... Isto.


E estou a gostar. Uma narrativa na primeira pessoa que começa com a personagem principal enquanto menino em casa da mãe com os irmãos e uma avó emprestada que os põe a todos em sentido. Quem já me conhece sabe que adoro este tipo de histórias que, contadas por um "eu" revelam aquilo que foi a vida de uma personagem desde o início até ao momento da escrita. Foi assim com David Copperfield, um dos cinco melhores livros que já li e que recomento bastante, e com Servidão Humana, de Somerset Maugham. No fundo, gosto de ver como as experiências da infância acabam por influenciar o resto da vida ou de, estando de fora, assistir à sucessão de acontecimentos que compõem uma existência. Por isso, este livro está a deixar-me satisfeita. A linguagem é simples, o narrador é directo e conta tudo como viu, sentiu e entendeu. Passa de umas experiências para as outras sem saltos abruptos, mas, simultaneamente, sem deixar de selecionar apenas aquilo que importa ao leitor e que lhe permite percebê-lo.
 
Depois, quando terminar, conto-vos como foi.
 
Nota: A capa saiu da página da Wook.

Quixotada caseirinha

Agora que tenho de ser eu a tratar da minha própria roupinha, de lavá-la, passá-la, dobrá-la e afins, excomungo a alma que ainda não se dignou a inventar uma máquina que, sozinha, trate destas tarefas todas. Púnhamos a roupinha lá para dentro e a dita lavava, secava, passava e dobrava tudo conforme manda a regra. Mas não: é tudo com muito trabalhinho e com o sacrifício de minutos preciosos de sossego. Cá em casa acontece que ele até tem muito mais jeito para passar a ferro do que eu e, portanto, de vez em quando lá faz o favor de passar umas coisinhas minhas. Eu lavo e estendo e ele vai passando. Ainda assim, seria bem melhor ter uma máquina que fizesse isto tudo. E agora alguém diz: "se arranjares uma empregada, ela faz isso tudo por ti". Pois. Mas não nado em dinheiro e o que ainda vou tendo gasto em livros e coisinhas boas. Por isso não me resta senão ir aguentando a tortura de ser parte activíssima no processo de recolocar a roupa lavadinha e pronta a usar nos armários. Apre!

sábado, 8 de março de 2014

Mudam-se os tempos, mudam-se as revistas

 
 
Há alguns anos comecei a comprar a revista Ler que saía todos os meses. De vez em quando lá falhava uma edição, ou porque a capa nada me dissesse ou porque (em tempos de estudante) nem sempre estava virada para dar cinco euros por uma revista sobre livros que, assim como assim, também não poderia comprar com a frequência que desejaria. Fosse como fosse, habituei-me a trazer para casa uma publicação que falava de livros e que me ensinou muito, mesmo muito, sobre tal mundo. Houve, também, muita coisa com a qual não concordei e, afirmo novamente, odiei a última mudança gráfica pela qual a revista passou. Ainda assim, era a 'minha' revista e eu gostava de a ter na mesa de cabeceira mês após mês.
 
Soube ontem que, devido a esta maldita crise a que não se vê o fim e que por entre tudo aquilo que já destruiu, foi dando um imenso arraial de porrada na cultura, esta publicação deixará de sair todos os meses para passar a ser trimestral. Assim, depois da edição deste mês, só voltaremos a cruzar-nos com um novo número da revista em Junho. Na prática, sairá um volume por estação do ano. Bela porra.
 
Enfim, dizem-nos os responsáveis que, para que os efeitos sejam mínimos, cada edição tornar-se-á maior (pergunto-me se mais cara, também...) e que nascerá uma página na internet dedicada à revista e às notícias do mundo editorial que vão surgindo e que mereçam destaque. Para mim não é o mesmo. Ainda que lesse a revista sempre algumas semanas depois de a ter comprado, era por ela que ia sabendo o que de novo apareceria nas prateleiras das livrarias. Comprei muitos livros por ter sabido deles através das páginas da Ler e, não raras vezes, procurei-os ainda antes de eles chegarem às lojas, só porque tomara conhecimento da sua existência através de artigos lidos. Agora tenho de esperar três meses por cada revista, crendo que muito terá de ficar para trás de modo a que três meses do mundo do livro possam caber em cada edição. É a crise e a falta de apaixonados pelos livros e pela leitura que levam a esta mudança. É triste, mas, afinal, é sempre assim que tudo tem sido. Agora já nem a revista Ler destoa.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Lides

Hoje não trabalhei. Melhor dizendo: hoje não dei aulas, porque na verdade estive a trabalhar até agora e ainda me esperam onze testes para corrigir. Desde que fui simpaticamente acordada pelos senhores da Zon que andam há dias a querer apresentar-me o seu catita Zon 4i, que não posso ter por estar fidelizada (e ser fidelíssima) à minha rede de telemóvel (aquela que começa por um "v" e com a qual estou para lá de satisfeita), que não parei um minuto. A máquina da roupa já lavou três vezes, a louça de ontem e de hoje passou-me toda pelas unhas, o pó dos móveis desapareceu e o chão foi todo aspiradinho e passado a esfregona. Recebi visitas (mamãe e uma sobrinha que não sabe se há de adorar ou temer o meu gato) e, não contente, fechei-me na cozinha a fazer areias. Dobrei roupa, pus algumas peças brancas na lixívia, corrigi uns testes (mais logo haverá, pelos menos, mais cinco para ver), e esfreguei a casa de banho. Parei finalmente agora porque isto de fazer tudo e depois sossegar, já estou mesmo a ver como acaba: chego ao fim do dia e nem me sobra tempo para ler um bocadinho. Portanto, por agora, ficarei sentadinha a ler umas páginas e a descansar. Daqui a umas horas volto às lides. Que canseira!