Sou só eu que odeio o anúncio da "Idealina" que utiliza a música do «Parabéns a Você» para publicitar uma coisa que diz que faz bem à pele? Eu achava que nunca nenhum ódio musical seria superior ao que sentia pela famosa música do Pingo Doce, mas enganei-me. A banda sonora da publicidade à "Idealina" (que eu nem sei o que seja) arrepia-me dos pés à cabeça. Então quando os alunitos mais pequenos se lembraram de começar a cantarolar aquilo pelos corredores, juro que me senti doente. Enfim, é esperar que a moda passe e que os senhores que fazem aqueles anúncios se lembrem de fazer uma publicidade menos enervante.
sábado, 31 de março de 2012
Leitura ensonada
Ontem comecei este. E que fique para memória futura: iniciar livros quando estamos a tombar de sono é profundamente estúpido. Hoje terei de o recomeçar porque só me lembro de que morreu alguém. Sorte macaca...
sexta-feira, 30 de março de 2012
Acabei este
Hoje acabei de ler este:
E pareceu-me que faltava ali qualquer coisa. O projecto da personagem principal está condenado deste o primeiro momento, quer pelo edifício, quer pelos vizinhos, quer pelo poltergeist que assombra o lugar. Enfim, está condenado por tudo e mais um par de botas. Ainda pensei que a personagem fosse dar luta, mas nem por isso. É daqueles livros que se termina com uma sensação esquisita. A personagem principal é muito maior do que a sua história.
Agora resolvi voltar à infância e vou lendo isto:
Das más memórias
Na "Revista" da última edição do Expresso surgia a seguinte notícia:
COMPRIMIDO DO ESQUECIMENTO
Dentro em breve, as más lembranças poderão ser apagadas definitivamente da memória com medicamentos específicos
E se existisse um comprimido que lhe permitisse apagar as suas memórias más? Um grupo de investigadores acredita ter descoberto o modo de o fazer. A chave está numa proteína chamada PKMzeta. Para nos lembrarmos de algo, o nosso cérebro sintetiza novas proteínas para estabilizar ligações entre neurónios. A PKMzeta é uma delas. Para apagar uma memória, é administrado um medicamento que bloqueia a proteína. O paciente é convidado a lembrar-se novamente dessa lembrança, mas sem a proteína não há as tais relações neuronais - e a memória em causa deixou de existir.
Os investigadores defendem que quem passa por um acontecimento doloroso deve exprimir o que sente, o mais rapidamente possível. O objectivo é que essa memória não seja "fechada" e reprimida, o que levará ao chamado stresse pós traumático. Até agora conseguia-se alterar a intensidade de certas lembranças, recorrendo a determinados fármacos. Mas elas continuavam a existir. A partir de agora, o que está em causa é apagá-las de vez.
Não sei o que pensam sobre isto, mas a mim dá-me cabo da cabeça. Sempre achei que as «memórias más» chateiam e aparecem quando menos esperamos por elas, mas também sempre considerei que nos ensinam qualquer coisa e que as lições que delas retiramos ajudam a protegermo-nos de situações que possam ser prejudiciais. Com o tempo vamos vivendo o processo de cura da situação traumática que lhes deu origem e é esse mesmo tempo (e o que fazemos com ele) que nos modificará e tornará mais fortes, mais experientes. Se um comprimido, de repente, apagar essas más lembranças, como poderemos retirar esses ensinamentos? Como poderemos fechar as feridas que o acontecimento gerador da má memória abriu? Como poderemos evitar um espaço em branco nas nossas memórias? É certo que todos temos lembranças de que gostaríamos de nos livrar, mas será que nos faria bem fazê-lo com um comprimido, de modo tão pouco natural? Não será muito melhor superar o trauma com a devida ajuda e aprender a conviver com as más lembranças, deixando as feridas levarem o seu tempo a sarar?
Enfim, o que concluo disto é que até o cantinho intocável da nossa memória corre sério risco de poder ser invadido e manipulado com um singelo comprimido. Talvez muitos até aplaudam a descoberta: a mim faz-me, simplesmente, muita confusão...
O jasmim
Ontem à noite apercebi-me de que estava a chover pelo cheiro a terra molhada que me invadiu a casa. Nunca tinha acontecido tal coisa. Geralmente o odor só se sente na rua, por isso concluí que a terra devia estar com uma falta de chuva tal que as primeiras pinguinhas originaram logo um aroma forte e invulgar. Hoje a chuva continua e as plantas estão felicíssimas. Ao jasmim só lhe falta sorrir.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Olha a promoção da Wook
Ora minha gente, diz que a Wook está a dar hoje e amanhã vales de dez euros de desconto em compras superiores a trinta euros ou vales de cinco em compras com um custo maior do que quinze euros. Ide, ide, aproveitai, aproveitai!
Infidelidades - parte 2
Estão a ver tudo o que disse no outro dia sobre a cabeleireira nova, cujo trabalho era muito mais barato? Pois bem, esqueçam. À excepção do corte, de que gosto realmente, o resto correu mal e só consegui perceber quando o cabelo perdeu o ar arranjadinho próprio de quando se sai do cabeleireiro. À luz do dia e já estando com o formato desalinhado do costume, encontrei umas madeixas muito diferentes do que havia pedido.
Hoje uma outra cabeleireira, mãe daquela que sempre me alindou a crina, ofereceu-se para lhe dar um arranjo. Disse que em meia hora tratava do assunto, mas acabei de passar lá quatro horas. Com as que passei no outro dia, já lá vão oito. A dada altura tinha uma mancha amarela quase na testa. Enfim, depois de eu começar a rezar lá a coisa se compôs, ainda assim está muito longe daquilo que a outra cabeleireira fazia. O trabalho era caro, mas nunca me desiludiu.
Assim sendo, termino dizendo que afinal não vai haver infidelidade nenhuma. Já tenho o número de telemóvel da antiga cabeleireira e da próxima vez é a ela que recorro. E ponto final.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Pensamento da noite
«Cada um é filho das suas obras.»
Miguel de Cervantes
(E, por isso, há por aí muita obra podre a parir filhos ainda piores.)
Parabéns, amor!
Carta a Ângela
Para ti, meu amor, é cada sonho
de todas as palavras que escrever,
cada imagem de luz e de futuro,
cada dia dos dias que viver.
Os abismos das coisas, quem os nega,
se em nós abertos inda em nós persistem?
Quantas vezes os versos que te dou
na água dos teus olhos é que existem!
Quantas vezes chorando te alcancei
e em lágrimas de sombra nos perdemos!
As mesmas que contigo regressei
ao ritmo da vida que escolhemos.
Mais humana da terra dos caminhos
e mais certa, dos erros cometidos,
foste de novo, e sempre, a mão da esperança
nos meus versos errantes e perdidos.
Transpondo os versos vieste à minha vida
e um rio abriu-se onde era areia e dor.
Porque chegaste à hora prometida
aqui te deixo tudo, meu amor.
Carlos de Oliveira, in Poesias
Para ti que és tudo e que tens sido tudo, este poema. Para ti os parabéns e a alegria de comemorar este dia contigo. Não podia ser de outra maneira.
Feliz aniversário, amor.
Para ti, meu amor, é cada sonho
de todas as palavras que escrever,
cada imagem de luz e de futuro,
cada dia dos dias que viver.
Os abismos das coisas, quem os nega,
se em nós abertos inda em nós persistem?
Quantas vezes os versos que te dou
na água dos teus olhos é que existem!
Quantas vezes chorando te alcancei
e em lágrimas de sombra nos perdemos!
As mesmas que contigo regressei
ao ritmo da vida que escolhemos.
Mais humana da terra dos caminhos
e mais certa, dos erros cometidos,
foste de novo, e sempre, a mão da esperança
nos meus versos errantes e perdidos.
Transpondo os versos vieste à minha vida
e um rio abriu-se onde era areia e dor.
Porque chegaste à hora prometida
aqui te deixo tudo, meu amor.
Carlos de Oliveira, in Poesias
Para ti que és tudo e que tens sido tudo, este poema. Para ti os parabéns e a alegria de comemorar este dia contigo. Não podia ser de outra maneira.
Feliz aniversário, amor.
terça-feira, 27 de março de 2012
Infidelidades
Costumava ir a uma cabeleireira de que gostava muito aqui na zona. A senhora tinha umas mãos realmente abençoadas e onde mexia era certinho que a coisa ficava bem. Só tinha um defeito: fazia uns preços absolutamente loucos para um cabeleireiro de bairro. Mas, enfim, em nome da muita qualidade que apresentava, a coisa suportava-se.
Agora a senhora despachou o cabeleireiro e foi à vidinha dela para outro sítio sem me dizer nada. Se eu soubesse para onde se mudou, talvez tivesse ido lá ter com ela porque gostava do seu trabalho e porque nestas coisas sou muito fiel e acho que cada vez que vamos a outro estabelecimento que não o «do costume» estamos a dar uma facadinha num matrimónio comercial. Vá, gozem: eu mereço. A verdade é que, no início do mês, deixei de comprar a revista Ler quando passei por ela num quiosque só para esperar que ela chegasse ao sítio onde compro os jornais e as revistas desde sempre. É certo que me fartei de esperar, mas mantive-me fiel à senhora da papelaria.
Ora, com o cabelo a coisa correu de outra forma. Desconhecendo o paradeiro da cabeleireira que adorava, tive de ir a outra. Assim, lá fui pedir um orçamento ao estabelecimento que ela havia vendido e que agora tem nova gerência. Ia desmaiando quando soube que ali fazer madeixas custava nada mais nada menos do que um quarto do que a minha adorada cabeleireira cobrava. Desconfiei muito disso porque ainda sou daquelas que acha que o preço acompanha sempre a qualidade e que quando a esmola é muita o pobre desconfia. O problema é que «o que não tem remédio remediado está» e, portanto, nada mais me restou para além de acabar na cadeira da nova cabeleireira, baratinha que só ela. E não é que gostei? Admito que a outra dava mais atenção ao pormenor, mas esta senhora puxou-me muito menos o cabelo e abdicou da hora de almoço dela para cuidar da juba que Deus me deu. No fim de contas, saí de lá loura como nunca fui na vida, mas satisfeita com o trabalho e com o facto de ter pago uns módicos trinta e oito euros por madeixas de dois tons, corte e brushing, coisa que com a outra cabeleireira me custava oitenta (e sem corte).
Portanto, cometi uma infidelidadezita, o que é feio. Mas parece-me que continuarei a pecar porque agora até já sei onde pára a minha primeira cabeleireira e não tenho qualquer vontade de a ir procurar. Nem eu nem a minha carteira que hoje está feliz, feliz, feliz...
Ora, com o cabelo a coisa correu de outra forma. Desconhecendo o paradeiro da cabeleireira que adorava, tive de ir a outra. Assim, lá fui pedir um orçamento ao estabelecimento que ela havia vendido e que agora tem nova gerência. Ia desmaiando quando soube que ali fazer madeixas custava nada mais nada menos do que um quarto do que a minha adorada cabeleireira cobrava. Desconfiei muito disso porque ainda sou daquelas que acha que o preço acompanha sempre a qualidade e que quando a esmola é muita o pobre desconfia. O problema é que «o que não tem remédio remediado está» e, portanto, nada mais me restou para além de acabar na cadeira da nova cabeleireira, baratinha que só ela. E não é que gostei? Admito que a outra dava mais atenção ao pormenor, mas esta senhora puxou-me muito menos o cabelo e abdicou da hora de almoço dela para cuidar da juba que Deus me deu. No fim de contas, saí de lá loura como nunca fui na vida, mas satisfeita com o trabalho e com o facto de ter pago uns módicos trinta e oito euros por madeixas de dois tons, corte e brushing, coisa que com a outra cabeleireira me custava oitenta (e sem corte).
Portanto, cometi uma infidelidadezita, o que é feio. Mas parece-me que continuarei a pecar porque agora até já sei onde pára a minha primeira cabeleireira e não tenho qualquer vontade de a ir procurar. Nem eu nem a minha carteira que hoje está feliz, feliz, feliz...
segunda-feira, 26 de março de 2012
A Menina Sugere Isto IV
Hoje a menina não vem para aqui sugerir livros. Vem, sim, sugerir uma coisa que já lhe fazia muita falta, mas que nunca havia experimentado. Começo, por isso, dizendo que detesto untar-me em cremes. De verdade: não tenho paciência para me untar e sentir-me pegajosa durante algum tempo. Assim sendo, uso cremes quando é extremamente necessário, isto é, quando começo a parecer feita de papel.
As minhas mãos, neste Inverno, sofreram como nunca tinham sofrido. Eu lá ia pondo o creme de mãos do costume e que, em anos anteriores, fazia o efeito esperado e éramos todos felizes. Pois, mas este ano era admirável o quão secas estavam as minhas mãozitas e o quão pouco o creme podia fazer por elas. Resolvi chamar a artilharia.
Neste caso a artilharia é um creme que vi anunciarem na televisão e que me convenceu. Dizem que é bom até no frio dos países nórdicos e eu resmunguei para mim «está bem, vamos lá ver isso». Fui à farmácia, pedi o creme, não perguntei o preço e quando me disseram quanto ia pagar senti uma ligeira tontura: não estou habituada a pagar quase dez euros por pequenas bisnagas de cremes para as mãos. Mas, enfim, a factura já tinha sido feita: era pagar e calar. Olhei para a embalagem mais pequena que já vi, onde dizia «creme concentrado» e voltei a resmungar «é bom que dures muito tempo e que faças efeito, meu menino!».
E a verdade é que faz. O creme de mãos da Neutrogena é realmente fabuloso e faz milagres. Pus uma vez e passei dois dias com as mãos fofinhas. Lavei as mãos e senti que o creme continuava lá. Não ficamos besuntadas porque ele fica coladinho à pele e não passa para tudo aquilo em que tocamos. Fiquei, pois, apaixonada por ele e muito contente por verificar que foram dez euritos bem gastos.
Portanto, minha gente, se tendes as mãozinhas a precisar de ajuda, uma pelezita que escama e que resiste a todos os cremes que recebe, experimentai o Creme de Mãos Neutrogena. Eu usei o concentrado (bem disse que recorri à artilharia...), mas segundo a farmacêutica o outro também é muito bom, embora seja mais adequado para peles menos secas do que a minha. Ora ide lá experimentar que eu não quero ninguém de mãozitas secas!
Notinha da autora: O cheiro não é nada forte e tolera-se muito bem. Óptimo, é o que se quer!
domingo, 25 de março de 2012
Procuram-se candidatos
Há uma figura da nossa vida que tem sido constantemente maltrada, ostracizada, colocada à margem e que não o merece. Refiro-me ao pickle que o McDonalds coloca nos seus cheeseburguers e que recebe sempre tantas críticas.
Hoje dei por mim a olhar para ele e a dizer à minha companhia:
- Este menino faz aqui muita falta: merece uma quixotada!
Pois é, minha gente, são muitos os que preferem insultar o pickle, dizer que não faz ali falta nenhuma, retirá-lo violentamente, torcer o nariz perante a sua presença e isso é feio. O pickle faz toda a diferença e sem ele a ida ao McDonalds não seria a mesma coisa. Dão um toque de cor e um saborzinho azedo que enriquece aquela paparoca exageradamente calórica. Por isso, eu sou pelo pickle e dou-lhe muito valor. Acho, até, que devia haver um movimento em defesa dos pickles maltratados. Candidato-me já para sua presidente, desde que isso me garanta cheeseburguers gratuitos para o resto da vida. Alguém se oferece para vice-presidente do «Movimento Pró Pickle» (MPP)?...
Lapsus linguae
Ontem soube que um miúdo que tem passaritos em casa teve a seguinte conversa com uma das directoras da escola:
- Professora, os meus passarinhos andam a pôr muitos ovos. A escola não gostava de ter umas gaiolas com passarinhos?
- Não sei, P.. Temos de perguntar para saber se nos deixam tê-los aqui. Que tipo de passarinhos são?
O aluno fica com uma expressão algo confusa e, meio a medo, responde:
- Olhe professora, não sei bem, mas acho que são eróticos...
- Eróticos?!
- Sim, professora, acho que é esse o nome, mas não tenho a certeza...
A professora, que sentia uma irreprimível vontade de rir, lá percebe o que se passa e pergunta:
- P., Não quererás dizer «exóticos»?
- Sim, sim: isso!
Ai a língua portuguesa que é tão traiçoeira...
A Menina Quer Isto X
Ontem namorei-lhe o índice e vi que fala do Quixote umas quantas vezes. E vocês sabem que eu não resisto a isso...
sábado, 24 de março de 2012
A Menina Quer Isto IX
A menina quer este novo Trivial Pursuit em que se aposta se o adversário vai ou não acertar na resposta. Depois os pontos que ganhamos por acertarmos no nosso palpite pode garantir-nos queijinhos. Fofinho, não? Ai o que a menina quer dar uns apalpões neste jogo! Vamos lá a ver: ainda falta muito para o Natal?...
Nota: Imagem retirada da página http://www.autobrinca.com.
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